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Amelices e outros estados de alma

50 e´s ainda à procura do sentido da vida.

50 e´s ainda à procura do sentido da vida.

Amelices e outros estados de alma

20
Abr17

Roberto Carlos e lá fui ....


Beia Folques

Ofereceram-me os bilhetes para o Concerto do Roberto Carlos e lá fui. Aprecio o cantor mas não levava grandes expectativas para o evento.

O Meo Arena estava cheio de fãs, novos mais velhos, de tudo um pouco. Havia mais mulheres que homens embora o número não fosse muito desfasado. Deu inicio ao concerto com “ Emoções” e senti ser uma privilegiada por estar a viver aquele momento, viver emoções e experiências.

Gostei da orquestra e das luzes. Gostei da sua actuação. Gostei das pequenas intervenções que fez acompanhando a música.

 No seu “Esse cara sou eu” dá um conselho maravilhoso a todos os “caras”, sejam assim como ele românticos, levado ao extremo mesmo à exaustão digo eu. No “ Outra vez… “ que para mim é genial disse algo eterno, quem foi sempre será… E cantando “Sua estupidez” lembrou algo tão elementar como dizer “eu amo-te”, tenho a certeza que existem homens que nunca o disseram, foram palavras que nunca proferiram. Dito de uma forma clara, límpida, transparente pode ser a solução para tantos mal entendidos, equívocos. Não o confessar, elas ficam na sua estupidez e eles na sua redoma com o seu orgulho intacto, o desastre completo.

Em “Desabafo” dá a receita mágica para a relação a dois funcionar: é na hora que ela quer. Na hora, aonde, como ela quiser. Simples, assim.

Com o “Lady Laura” fiquei a chorar. Ao meu lado tinha uma senhora cuja filha estava na fila á nossa frente. Quando esta música começou a tocar deram as mãos e ficaram ali embaladas. Passado um pouco a mãe beijou as mãos da filha, foi tão enternecedor. Tocou-me não por ser mãe mas por ter sido filha e este beijo quente e terno nas minhas mãos nunca mais o voltarei a sentir.

E lá veio o “Calhambeque”, “Coimbra”, “Mulher pequena” e outras.

Fiquei espantada com o fervor que a plateia fez coro ao som de “Nossa Senhora”. Realmente somos um povo espantoso, isto da religião e a nossa fé mexe connosco. Mas mais estranho foi a última música que cantou ser “Jesus Cristo”, foi a alegria na plateia, até parecia que estava a assistir a uma performance de uma banda de Gospel, muito bom toda aquela energia positiva.

Foi uma experiência e tanto. Melhor do que estava à espera. Chorei por mim e até por ele quando lhe faltou a voz ou o fôlego nas “Baleias”. Mas isso é a vida falhar, enxaguar e seguir.

Deu para pensar sobre a importância e a urgência do amor, assisti a manifestações de fé onde não o esperava. Deixa-nos um pouco a nu a nossa insignificância neste Mundo. Ri dos seus conselhos e graçolas. Um espetáculo feito de simplicidade e sem pretensões, que resultou muito bem. Tudo como quero cheio de emoções.

Faltou a “Cama e mesa” que é a letra perfeita, um pouco debochada ou brejeira mas gosto. Só lamento ser uma romântica incurável lutando sempre com esse sentimento que é o amor. Que nos deixa vulneráveis, expostos, fragilizados…mas importante mesmo é que emoções eu vivi e Graças a Deus as vivo.

E como sou generosa com as palavras digo alto e a bom som: Amei.

18
Abr17

A escola da vida começa num recreio de escola.


Beia Folques

 

 

A escola da vida começa num recreio de escola.

É aí que aprendemos regras de convivência, regras sociais, aprendemos as regras dos jogos, de respeito, brincamos, e ganhamos e perdemos, rimos, choramos, descomprimimos, partilhamos, magoamo-nos e se formos ao chão voltamos a por de pé sozinhos ou um coleguinha nos lança a mão. Ganhamos amizades, distanciamo-nos e evitamos quem não nos quer bem, ajudamos e somos ajudados, testamos as nossas capacidades e habilidades e os limites, contamos e ouvimos histórias, trocamos ideias e confidências, expomos conceitos e pensamentos, defendemos princípios, tudo ao tamanho da nossa idade.

Um recreio de escola é a melhor escola que se pode ter na vida, tudo passa lá, tudo se aprende, ali se constrói o futuro.

 

 

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11
Abr17

Viajar para a Madeira.


Beia Folques

 

Depois do voo ter partido com cerca de 1h de atraso e indecisões várias sobre a porta de embarque rumamos à maravilhosa ilha da Madeira. Sou daquelas que preferem companhias de bandeira, uma perfeita “aburguesada”. Gosto de conforto, organização e segurança, nisto de viajar de avião sou muito comodista. Para o destino Madeira a TAP dá-me outra segurança. Após entrar no avião fomos recebidos por uma equipa simpática que fez toda aquela recepção calorosa de boas-vindas e outros salamaleques.

O voo decorria tranquilamente como gosto, sem tremeliques e outros abanos. Estava eu quase a dormir fui interrompida para jantar, Aceitei o jantar que era uma “sandocha” de algo indefinido e rúcula entregue sem prato nem tabuleiro assim envolvida num plástico e um guardanapo. E para beber perguntaram, pedi a clássica garrafinha de vinho tinto. Agora só temos vinho a copo. Vinho a copo !!? Apeteceu-me pedir um pastel de bacalhau para acompanhar. Bebi a “sorrelfa” que não sei de quem era, mas era tinto pela cor e há muito que me socorro deste precioso liquido para tornar as minhas viagens de avião mais leves.

Adorava andar de avião, agora adoro viajar e para isso preciso do avião. Depois de tão frugal refeição já estava eu bem desperta. Procurei pelos écrans de televisão que costumavam passar mini filmes e iam dando em tempo real a nossa posição no trajecto da viagem e outras informações, estavam desactivadas disse-me o assistente de bordo. Nestes voos já não existe este serviço. Bem aquilo ajudava-me a distrair um pouco e era simpático ver que estávamos mais perto do destino.

Agora o que vou fazer? Ver a revista da “free-shop” podia ser que aparecesse alguma coisa interessante, como não a encontrava nas bolsas das cadeiras mais uma vez chamei o/a assistente. Já não há vendas a bordo nos voos para a Madeira, só nos longos cursos.

Olhei à volta para ter a certeza que não estava num avião “low cost”.

Viajei vezes sem conta nesta rota e era outro serviço, outra oferta a bordo. Sou do tempo que davam aos meus filhos um livro para entreter e lápis de cor.

 Esta democratização das linhas áreas não baixaram os preços apenas (embora no caso da Madeira não sinta essa diferença, os bilhetes são caros) mas sim baixaram o nível da experiência que é viajar de avião. Sempre temos a mais-valia de aterrar democraticamente num aeroporto com nome de jogador de futebol, filho da terra.

Estou tão fartinha do desbaratar de tudo que nos identificava, que nos distinguia e qualificava, o que era de prestígio e referência foi banido. A maioria da população acha estes novos tempos tão normais que eu fico estupefacta com a facilidade com que se aceita o medíocre.

O mercado livre dizem eles, para mim é selvagem e mais uma vez se nivela tudo por baixo e isso é que é democrático julgam eles.

03
Abr17

e quando não manda, comanda....


Beia Folques

Uma chefia é por definição alguém que hierarquicamente está acima de um grupo de pessoas.

Será uma pessoa com experiencia no assunto que conduz, com conhecimentos vários e pertinentes nessa área. Que representa esse grupo, que é responsável pelo desempenho e o propósito deste universo, assim como organiza, define, arquitecta, manda ou delega trabalho ou actividades para cumprir o fim a que esta comunidade se propõe. Que se interessa e preocupa com essas pessoas que são os seus colaboradores. O chefe não é uma figura externa à organização e sim é parte dela, é figura intrínseca da mesma. O chefe tem que ser uma personagem presente e activa desta estrutura.

O chefe deve ser respeitado, a sua equipa deve-lhe reconhecer valor. Deve agilizar o bom funcionamento da organização, deve ser um facilitador nas questões mais pertinentes, menos consensuais e perante as dificuldades que esta população se depara no desempenho da sua função. O chefe tem que ser reconhecido pelos seus conhecimentos e trato social. O chefe tem que ter “skills” comportamentais apuradas.

Um bom chefe tem que ter a qualidade inata de ser um líder. Uma equipa liderada por um chefe com este perfil é uma equipa de sucesso, de referência.

Um chefe que é um líder leva-nos a ser melhores no que fazemos, estamos mais predispostos ao sucesso da equipa em obter melhores resultados, atentos, mais estimulados, reagimos como um todo. Para um líder trabalhamos mais, envolvemo-nos completamente talvez porque que temos o reconhecimento que somos peças importantes, até dispomos do nosso tempo da vida pessoal em favor da equipa, do grupo, da tarefa que nos foi confiada. O grupo faz um trabalho visando um fim comum que o motiva, de um forma desprendida, voluntária e entusiástica.

Para um líder a equipa não é um fardo, mas sim pessoas que confia e se socorre para cumprir uma missão. O líder reconhece a importância, a ajuda dos seus colaboradores na empreitada que têm que cumprir. Identifica-se como tal, assume a sua importância e responsabilidade com e pelo grupo.

Trabalhar com um líder é dignificante, motivante, francamente estimulante. Sabemos que temos um dever, incumbência a cumprir, que nos foi confiado um papel que faz parte do bom desempenho dessa máquina.

Como levar um barco a bom porto, seguir avante onde todas as adversidades podem ser contornadas ou ultrapassadas porque estamos todos lá com sentido de responsabilidade e missão, com um “norte”. O rumo está definido, a trajectória foi planeada e concertada.

Trabalhar com um chefe é como navegar à vista, sem risco, no imediato e cada um vai remando um pouco para o seu lado. Falta a bussola orientadora.

Em boa verdade a maioria são chefias que nem conhecem os pontos cardeais, não sabem ler as cartas, não reconhecem o marinheiro, o timoneiro, nem sequer o mestre ou o piloto. A sua gente vai remando sem rumo traçado o naufrágio será uma certeza, não há é hora marcada. E quais ratos serão os primeiros a fugir do barco....

30
Mar17

Já é quinta-feira!!!


Beia Folques

Já é quinta-feira, foi o 1º pensamento que passou pela minha cabeça quando acordei hoje.

A semana passou num ápice. A vida passa num ápice, assustador.

Recomeço a apreciar a vida, novamente. Saio daquele estado de incipiente hibernação que me afecta, sofro do síndroma de urso,esquilo (nem sei se existe mas eu tenho) que sou sujeita nestes meses mais invernosos. O Inverno é algo penoso, mesmo violento para mim, a estação mais desconfortável do Ano. O excesso de roupa tolhe-nos os movimentos, o frio retira a liberdade de acção, de movimentos até de decisão. Saio do Inverno exausta, com o tico e o teco, o Yin e o Yang, o Pólo Norte e Sul, os chacras completamente desalinhados mesmo baralhados.

Agora parece que tudo ganha outra intensidade, dinâmica, mais rapidez, mais vida. Sofrega por aproveitar o que os dias nos oferecem, nem chego a saborear o momento, pois já passou. Precisava de algum mecanismo para parar ou atrasar o tempo. Quero gozar desta terna e doce Primavera, preciso absorver o seu calor e luz para me preencher, equilibrar. Depois do vazio e frio do Inverno estou tão carente de cor de energia natural que necessito de todo o tempo do Mundo para perfazer estas perdas, lacunas, vácuos que se criaram dentro de mim nos últimos meses.

 

29
Mar17

O Estado é laico?


Beia Folques

A Câmara de Lisboa pretende avançar com cerca de 3 milhões de euros para a construção de uma mesquita no coração de Lisboa. Desse valor do erário público metade é para expropriar edifícios que têm legitimo dono.

Lisboa apesar da maravilhosa, exuberante, cosmopolita e luxuosíssima Av. Da Liberdade é uma cidade pobre. Debate-se diariamente com problemas na reabilitação de edifícios, a salubridade não é bandeira na capital, é demasiado comum passear na cidade e deparar com situações de mendicidade e sem abrigos, a rede de transportes é um caos. Creches, jardins-de-infância, lares de 3ª idade não chegam para cobrir as necessidades. Combater a desertificação da cidade deveria ser prioridade, antes que tudo se transforme em fins para o turismo. Com tanto onde gastar os 3 milhões… Seria lógico que fosse de forma a dar melhor qualidade de vida a quem vive ou trabalha em Lisboa e eis que o dinheiro é escoado para a construção de uma mesquita.

Não percebo esta obstinação da Câmara de Lisboa ou que interesses escondidos estarão por trás desta obra?

A Câmara de Lisboa deveria agir em favor do interesse público colectivo do concelho, neste caso actua a favor de uma população específica. O presidente da Câmara e seus pares são políticos que por definição são homens públicos, que lidam com a chamada "coisa pública". A "coisa pública" é a origem da palavra República. A República necessita três condições fundamentais para a caracterizar: um número razoável de pessoas, uma comunidade de interesses e de fins e um consenso do direito. A edificação desta mesquita é para uso exclusivo de uma parte da população e não para toda a população, nem para um quarto da população que constitui os eleitores da Câmara de Lisboa, ataca direitos de posse patrimonial além do valor exorbitante que será gasto, dinheiro que é para ser usado na “coisa Pública”.

Já que acham tão necessário mais um local de culto do Islão na área de Lisboa porque não utilizar terrenos vazios nos limites da Cidade. Porque é que se vai pagar esta factura tão onerosa do dinheiro público incluindo a expropriação de património? Procurei na internet e na zona limítrofe e centro de Lisboa existem cerca de 23 mesquitas e locais de culto do Islão.

E que tal também promover outras religiões para sermos mais equitativos nesta distribuição de bens públicos e a Câmara de Lisboa tomar medidas e expropriar parte do Largo de São Domingos, ceder os terrenos aos Judeus para edificar uma Sinagoga em memória do massacre de 1506. Aqui fica a ideia.

 

A Câmara de Lisboa não se rege por leis do Estado, tem estatuto próprio que passa por não defender a “coisa Pública”, e também não é laica, conclui.

 

http://rr.sapo.pt/noticia/79621/nova_mesquita_camara_de_lisboa_aguarda_publicacao_em_dr_para_avancar_com_projecto

28
Mar17

vida de pobre é uma treta


Beia Folques

Greve de barcos na Transtejo. A recente estação de metro da Reboleira só vai ser utilizada em 50% das viagens de e para este destino entre as 7:30 às 10h o que pelos vistos já acontece na estação de Odivelas, tudo porque não há material e recursos para estas linhas operarem eficazmente. Já é antigo e pelos vistos sem solução à vista o problema de material e recursos nas linhas de Sintra e Cascais. A cereja no topo do bolo é a notícia que os passes vão ficar mais caros, agora é que a coisa faz todo o sentido.

Não existe uma política na nossa rede de transportes. Cada um por si é Carris, Metro, Transtejo, Softlusa, FERTAGUS, Linha de Cascais, Sintra, mais as linhas de autocarros das zonas periféricas a Lisboa nada está concertado, nada está garantido ao utente. 

Fico agradavelmente surpresa que um governo tendencialmente de esquerda esteja tão atento às classes trabalhadoras, operárias, aos oprimidos e explorados que veem trabalhar vindos dos arrabaldes da grande cidade. Um governo que faz bandeira das questões sociais e ambientais e não percebe que uma rede eficaz de transporte é uma mais-valia para a qualidade de vida da população e algo transversal a estas 2 questões tão cara para o nosso governo. É certo que os nossos digníssimos representantes não frequentam os “públicos” e bem o Ambiente é mais aquele cliché hippie-chic que falam nas altas esferas, tratadas e desinfectadas Europeias e em qualquer reunião do partido.

A nossa péssima rede de transportes agrava em muito a já deficiente qualidade de vida de quem a usa, assim como a qualidade do ar e sonora, a poluição agrava. A solução passa muitas vezes por trazer o carro. Embora Lisboa ofereça umas fabulosas ciclovias, e aí interrogo-me porque é que a malta da margem sul não tenta um triatlo matinal, ou os da linha de Sintra não utilizem a IC19 nas suas bicicletas ali a consumir o Co2 dos carros logo pela fresca.

Espanta-me o silêncio do Ministério dos Transportes em relação a tanta polémica que tem vindo a ser descrita nos orgãos de comunicação. Em boa verdade esse Ministério não existe, é assim uma dependência do Ministério do Ambiente, um anexo. É a importância que esta área tem, claro se for para tratar da Tap, se surgir novamente o tema TGV ou algum aeroporto então surge este Ministério em peso e mais outro qualquer para opinar e decidir. Agora o cidadão que precisa dos "públicos" por “Amor da Santa” não mace que esta gente deve ter coisas e cenas muito importantes. Parece-me que não é Almaraz, nem as consecutivas descargas no Tejo, talvez seja a poluição sonora causada pelo mosquito da Ria Formosa, ou será a discussão que os carros de cesto da Madeira poderiam ser considerados serviço público e se deveriam chamar carros CR7.Vida de pobre é uma treta e pelos vistos os camaradas não estão nem aí.

27
Mar17

Simulacro e serviço militar ou cívico obrigatório.


Beia Folques

Estive envolvida num simulacro de “incendio”, até pertencia a uma equipa de “primeira intervenção”. Questionei o organizador qual tinha sido os critérios para aquela selecção de pessoas que constituía o grupo de “evacuação”, “primeira intervenção” e "socorristas", tinham sido escolhidas por indicação da chefia. Não concordei da forma e sugeri que seria mais pertinente se a escolha tivesse sido feita dando preferência aqueles que já tivessem tido o serviço militar obrigatório, experiencia como bombeiros, até como escuteiros qualquer uma dessas populações me parecem melhor preparadas do que nós cidadãos comuns que nunca tivemos que reagir a uma situação mínima de crise. O meu grupo de trabalho ficou escandalizado, pelos vistos todos estão aptos e capazes para intervir num incendio, sismo, ataque terrorista de qualquer tipo, bombista, é só escolher a emergência. Pois sou a única que está fora do baralho, reconheço a minha ignorância, limitações e inquietações em situações de crise, a presunção dos meus colegas que acham que estão habilitados em intervir numa ocorrência de catástrofe, no caos ainda me deixou mais preocupada.

Não me tenho como cobarde, nem pouco solidária, ou mesmo egoísta e anti-social, não sou de todo desprovida de cidadania mas tenho consciência que para levar a cabo o cumprimento de uma ação concertada e eficaz perante uma eventual desgraça, preciso muito mais do que umas reuniões sobre o assunto e um dia passado nos bombeiros.

A minha filha esteve em Amesterdão este mês, foi numa visita de estudo, uma população de alunos com uma média de 17 anos. Após o jantar num restaurante no centro da cidade foram abordados pela polícia fortemente armada que lhes deram ordens de recolher pois havia distúrbios na cidade. Os jovens ficaram francamente assustados, nunca se tinham deparado com nada semelhante na vida e ficaram completamente atordoados com a situação. Enfim foi a primeira vez que a minha filha se confrontou com um quadro de crise urbana e estava completamente não preparada para a mesma.

Acho premente que o serviço militar obrigatório, chamem-lhe cívico o que quiserem, regresse. Não para atacar mas sim para sabermos como nos defender em qualquer tipo de emergência, perigo. Um povo tem que se saber organizar, tomar as melhores decisões e em tempo útil, o mais rápido perante uma circunstância de urgência seja natural ou não. Pois acho que aí falhamos completamente, o cidadão comum não faz a menor ideia de como actuar, e infelizmente o instinto de sobrevivência não chega.

No ataque, que ocorreu a semana passada, em Londres o único politico que teve uma intervenção na rua foi precisamente o que tinha estado no exército de sua Majestade, como soldado. Suponho que no nosso Parlamento não exista um único elemento que tenha feito o serviço militar obrigatório, nem escuteiros foram , estiveram entretidos numa "J". A começar pelo Ministro da Defesa ou mesmo da Administração Interna, até duvido que tenham feito parte de alguma equipa de “evacuação” ou “primeira intervenção” em algum simulacro.

Em termos de defesa o nosso país não está minimamente preparado. Durante décadas foi assunto que não se discutiu, debateu, era um não assunto. Está na hora de levar este assunto bem a sério. Temos que admitir que vivemos numa sociedade e num ambiente que é sujeito a muitas variantes, adversidades naturais ou não e que temos obrigatoriamente estar preparados e organizados para intervir de uma forma inteligente e em grupo. acho que a segurança começa por aí.

23
Mar17

Richard Gere, outro devaneio- Keep dreaming


Beia Folques

 

O meu Richie está em Portugal e foi visto na Fundação Champalimaud, li esta notícia na revista Sábado. Fiquei maravilhada como sou muito proactiva liguei a uma amiga que têm excelentes contactos na Fundação e questionei sobre esta notícia.

É verdade, ele está em Lisboa e vai à Fundação Champalimaud diariamente e é ainda mais giro e simpático do que parece nas revistas, garantiu-me ela. Não vos posso dizer o que vai lá fazer, pois é do seu foro pessoal e bem respeito a sua privacidade e a dos seus.

Finalmente, pensei eu, Aleluia a minha oportunidade de o ver ao vivo e a cores está mais próxima. O Richard Gere assim à distancia de uns míseros metros.

Pedi com jeitinho uma forma de me infiltrarem lá dentro de maneira a chegar a ele discretamente, sei lá de bata de profissional de saúde, vendedora de pastéis de Belém, a turista perdida nos corredores, arrumadora de carros no estacionamento, um simulacro de incendio ou terramoto e aparecer lá como equipa de intervenção, etc. Não aceitaram as minhas sugestões. Tive que ser mais incisiva e objectiva quero ver o meu “pretty man” e mai nada.  Bem acabaram por me avisar que o que me podia acontecer era chamarem os seguranças se eu aparecesse por lá e é muito feio ter que chegar a este fim. Depois a minha amiga que se deve achar muito disse-me que não facilitam a vida a “malucas como eu”. Não percebi, malucas como eu ????? Com amigas destas não preciso de inimigas.

ps- se alguém souber onde está hospedado digam por favor, vou tentar outro tipo de abordagem.

 

 

Richard Gere na Fundação Champalimaud

Resultado de imagem para richard gere

22
Mar17

Inspira, respira e não pira.


Beia Folques

Vamos lá ter calma, é quarta-feira. Aquele dia de viragem na semana. Se os 2 primeiros foram fraquinhos esperamos que a situação inverta e a vida nos sorria assim rasgadamente.

Olhando para a rua o tempo fez uma inversão do seu curso natural e regressamos ao Inverno.

E como estou numa de inversão hoje esta notícia deixou-me espantada, um viaduto em Alcântara que deveria ser provisório resolveu hoje dar o seu ar de graça e gritar por obras urgentes, tinha passado a definitivo e alguém se esqueceu dele. Mas a urgência do país neste momento passa por criar ciclovias, que coisa, que interessa um viaduto que afecta o trafego automóvel e ferroviário. Estão parvos ou quê!!!!

A malta da linha que têm a mania que é chique já devia saber que deviam vir trabalhar de bicicleta, tão ecológico e funcional. Trazem os filhos naqueles atrelados que se vê em Amesterdão, e as lancheiras ao ombro. Até podem desenvolver como as antigas varinas e pôr alguma carga em cima da cabeça, as mochilas e sei lá mais o quê. Trazer o cão e o gato para o trabalho também me parece razoável, o cão pode vir a correr ao lado da bicicleta, o gato num cesto cor de rosinha na frente da mesma. Lindo.

Quem quer o pára-arranca da marginal ou da A5, os comboios apertados, atrasados ou mesmo suprimidos, a elite da linha clama por ciclovias largas com pisos sedosos para dar azo ás suas “biclas”.

Esta gente que insiste em outras vias de locomoção parece-me que têm uma resistência à evolução dos tempos, a modernizar-se que faz impressão. Andem lá libertem-se das amarras dos veículos motorizados e elétricos e sejam verdes e sofisticados.

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