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Amelices e outros estados de alma

50 e´s ainda à procura do sentido da vida.

50 e´s ainda à procura do sentido da vida.

Amelices e outros estados de alma

31
Jul17

Conselhos da avó- os meus alfinetes


Beia Folques

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Esse conselho sempre o segui, nunca o descurei. Já tinha conta antes de casar e a mantive orgulhosamente.

Os homens gostam de uma mulher bonitinha, arranjadinha, elegante e cheirosa mas não entendem toda a logística aqui associada e dispendiosa.

Por muito bom que seja o ADN temos que investir alguma coisa em cremes, cabeleireiro, perfumes, roupa, sapatos, acessórios, bijutarias ou mesmo joias, etc. E acima de tudo por nós e para nós que gostamos de andar bem apetrechadas. Logo eu que adoro pormenores e pequenos mimos no meu dia-a-dia, invisto seriamente nisso.

Os homens dificilmente percebem o preço de uma carteira, de uns óculos estilosos, ou mesmo um par de sapatos.

Puxa os sapatos, a loucura, o ponto da discórdia do lar, o desestabilizador da harmonia do feliz casal. Porquê mais um par de sapatos, que é quase igual a outro, a cor a mesma, uma réplica de outro que tens mas tem um ligeiro pormenor, ou o salto um pouco mais fino, ou mais alto. O meu querido não entende que esses pequenos detalhes que ele não percebe lhes conferem logo outra personalidade aos chinelinhos ou trapinhos, não consegue ver mas isso os torna únicos. E acontece nos sapatos e em um monte de peças que as tornam tão apetecíveis, sedutoras e desejáveis. Os homens não entendem as subtilezas, a palete de cores e texturas, a dinâmica dos padrões que constituem um guarda-fato de uma mulher.

 A Zara ajuda mas não faz milagres, tens que te socorrer de outras marcas para dar aquele toque perfeito, clássico ou casual, hippie-chic, romantico ou vintage ao teu look. Os lenços de seda, os cremes de beleza, as calças de ganga, um anel, sei lá tantos segredos bem guardado. E assim vai-se vivendo.

Para não entrar em esclarecimentos que nem eu muitas vezes sou capaz de dar a mim mesma e discussões desnecessárias, todas as minhas pequenas extravagâncias saem dessa conta.

Não partilho informação referente aos meus alfinetes, os meus alfinetes são meus. Se o meu marido me pergunta alguma coisa foi tudo nos saldos, estava tudo a 70% de desconto. Maravilha.

De resto a minha mãe já fazia o mesmo.

Obrigada avó tenho-me poupado a muita explicação que por vezes são bem complexas, talvez dignas de uma sessão com o psicólogo.

28
Jul17

Conselhos da avó- casar com um homem mais novo.


Beia Folques

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A minha avó estava cheia de razão. Não a ouvi e casei com um homem mais velho. Os homens efectivamente ficam velhos mais cedo do que as mulheres, e aborrecidos é eufemismo tornam-se mesmo tediosos.

 As mulheres depois da fase de investir no trabalho/carreira, na família, na casa e nos filhos, chegam a uma fase 40/50 anos e rejuvenescem. Percebem que andaram a dispensar energia e tempo em tudo menos nelas. A casa está pejada de inutilidades que só servem para acumular pó, os filhos já não são tão dependentes e podemos dar-nos ao luxo de folgar um pouco de tanta responsabilidade e trabalho. No trabalho/carreira dificilmente serás reconhecida, deste o “litro”, esforçaste-te e não passarás de um número, e daqueles bem insignificantes.

Então vais dar azo aos teus desejos, que estavam guardados e tinham sido adiados.

Estás cheia de energia, planos e tens uma criatura de pantufas ao teu lado, a ver F1 ao domingo, quantas vezes penso se oiço mais um Vrumm, Vrummm na tv parto-a. Se falo em cinema enumera-me o serviço bestial que a nossa operadora de telecomunicações oferece no aluguer de filmes. Querido, eu quero mesmo é o escurinho do cinema com aquele ecran enorme e aquele som fabuloso e não os putos à volta, não quero distrair-me com a revista que está mal colocada na mesinha, ou as flores que estão por regar. Quando proponho ir a um concerto ele brinda-me com uma lista de entraves, a multidão, a confusão, a qualidade do som, etc. Vamos para a praia passar o dia todo de papo para o ar e ele me alerta-me gentilmente dos perigos da exposição solar na minha pele sensível e do tão necessário almoço que deve ser pelas 13h de garfo e faca. Vamos viajar para fora e relembra-me como se eu tivesse 3 anos as turbulências do nosso mundo, onde  ¾ do planeta é conflituoso e perigoso, bem e logo eu que não estou nem aí para os eventuais riscos de levar com um homem bomba em cima. Interrogo-me que raio dá nos homens que é tudo uma dificuldade.

Quero um homem novo, aventureiro e descomplicado. Pensando melhor teria que ter menos 20 anos do que eu. Assim na casa dos 30 anos, acho que eles começam a stressar e complicar quando chegam aos 40 anos, a partir daí só agrava e piora. O problema é que não sei o que se fala com alguém na casa dos 30, dos 20 anos sei porque tenho filhos com essa idade.

Tenho que falar com a Brigitte Macron, ela parece que anda tão feliz. Será que a minha avó também foi a dela e a Brigitte levou os conselhos mais a sério do que eu?

Ainda oiço a minha avó com carinho:

-minhas filhas nunca casem com um homem mais velho, eles ficam velhos cedo e aborrecidos, não querem passear.

 

27
Jul17

Dia das avós- conselhos de uma Avó


Beia Folques

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Dia 26 de julho, dia de Santa Ana. Uma generalização abusiva na realidade para dia dos avós,  mas é mentira é só e exclusivamente das avós. Santa Ana era mãe de Maria por isso avó de Jesus.

Uma das minhas avós era uma delícia, muito á frente para a época. Embora a postura, atitude e comportamento fosse aparentemente do mais tradicional possível.

Ao entrar na casa dos “vintes” ela deu-me uns conselhos que ainda hoje os lembro com um sorriso. Conselhos sábios.

O primeiro conselho:

- minhas filhas dizia ela a dirigir-se às netas nunca casem com um homem mais velho e explicava assim, eles ficam velhos cedo e aborrecidos, não querem passear.

O segundo conselho:

- minhas filhas tenham sempre uma conta no banco onde os vossos maridos não tenham acesso, os homens não precisam saber quando se gasta com os nossos alfinetes.

Não me casei com um homem mais novo e tenho que dizer é verdade eles ficam velhos e aborrecidos muito cedo, as mulheres são muito mais activas e voluntariosas, querem muito mais desfrutar e gozar o que a vida e o mundo oferecem. Como exemplo passear parece que estamos a pedir para ir a Marte em auto caravana.

Sempre tive uma conta no banco para meu uso e gozo exclusivo, espero que o meu marido nunca tenha a triste ideia de a ver. Os homens não percebem nada de gastos com alfinetes, e só Deus sabe como podem ser extravagantes.

Um bem aja a todas as avós que cumprem a missão de velar e orientar as netas.

 

A Virgem e o Menino com Santa Ana- obra de Leonardo da Vinci

25
Jul17

Vamos ser sérios para variar.


Beia Folques

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Não é a primeira vez que me deparo com a falta de rigor, seriedade e responsabilidade de um governo perante uma catástrofe que infelizmente gerou mortos.

Mortes de inocentes, mortes evitáveis, mortes por incúria . De um desgoverno  que  permitiu  que aconteça o que aconteceu.

Sempre me causou estranheza o número de mortes que houve na Madeira em 2010. Sempre suspeitei que o número foi trabalhado e a verdade abafada.

Agora enfrento o mesmo espectáculo, outra vez… Infelizmente.

Respeitem os mortos e façam honra a estas pessoas. Porque eram crianças, miúdos como os nossos filhos ou sobrinhos, eram pessoas que viviam para terem uma vida como todos nós. Eram pais, mães, tios, avós, filhos, colegas de trabalho, amigos. Pessoas como todos nós, pessoas com que nós  nos revemos nesta vida. Eram cidadãos e contribuintes para esta sociedade que é a nossa.

Encham-se de vergonha sr. governantes e ex-governantes não se escudem em falsas retóricas, em maquilhagem de dados, em camuflagem de discursos. Tenham por favor a hombridade a dignidade de dar um número, um rosto, um nome e acima de tudo um pedido de desculpas a cada um deles.

Porque vocês lhes ceifaram a vida. Por ignorarem a vossa posição e a vossa responsabilidade, esqueceram-se para quem vocês trabalham e quem vocês representam, o povo. Desprezam quem vos colocou nos comandos do país. Por permitirem que o país seja uma pira imensa.

Vamos ser sérios para variar e façam o mea culpa. Por favor não omitam um que seja um dos mortos, eles merecem isso. Serem reconhecidos que existiram e padeceram nesse fatídico dia.

 

24
Jul17

Rabinho de bebé


Beia Folques

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Fui á praia nestes dias. Estava sozinha, a água estava fria para ir nadar, não levava nada para ler nem para fazer e com uma carga enorme de preguiça. Entretive-me a observar as pessoas ao meu redor.

Nem passada meia hora estava decepcionada com o que via. Conclui tristemente que seriam muito poucos os rapazes com menos de 35 anos que não estariam depilados no peito. Alguns sozinhos, outros acompanhados com namorada/ amiga ou em grupo de amigos ou família. Pelos vistos 80% desta rapaziada tinha-se dado ao trabalho de ir á depilação primeiro antes da praia.

Já me tinha deparado com a publicidade do detergente “ Surf”, onde um jovem aparece num anúncio televisivo ou em cartazes de rua sempre sem camisa ou t-shirt, exibindo uns peitorais limpinhos de pêlos. Agora temos o rapaz da “Planta” em cartazes espalhados na cidade, mais uma vez desnudado da barriga para cima e cuidadosamente depilado.

Como dona de casa garanto aos mentores deste tipo de publicidade que estes jovens homens não são mais-valia nenhuma na decisão de comprar produtos lá para casa, não me entusiasmam na hora de escolher que manteiga ou detergente para a roupa levar. Em boa verdade antes pelo contrário. Acho que este tipo de homem só faria sentido e com algumas reservas na publicidade do “Vick Vaporub”.

Mas o que mais me espantou foi ver na tv a publicidade ao “Veet for men” e aí tive a certeza isto está grave. A coisa extravasou, já se transpôs a barreira da depilação para homem ser um assunto só discutido para homens que sejam desportistas profissionais, manequins ou com outras actividades específicas que assim o exijam e passou a ser para uso geral dos homens, do mais comum dos homens.

Eu como mulher só posso dizer a estes homens independentemente qual seja a sua idade ou profissão, que passar a mão num peito de um homem depilado só me ocorre um rabinho de bebé .E asseguro-vos qualquer vontade “morre logo ali na praia”. Tenham dó.

Homem que é homem tem pêlo no peito, todos os detergentes são mais ou menos a mesma coisa e manteiga é manteiga, Planta é outra treta qualquer. Veet bem é coisa para mulher. Ok.

Boa semana e deixem-se de tolices.

 

21
Jul17

Seres humanos ou manadas


Beia Folques

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Com tanto querer não ferir susceptibilidades, de querer arranjar “caixinhas” para cada tipo de pessoa, que existe um leque variadíssimo de definições de género. Tanto alargaram o espectro que os Ingleses como povo pragmático o reduziram a “hello everyone”. E assim passaste a não ter género, nem tipo de todo.

Passaste a fazer parte de uma massa, uma mixórdia de todos que estão no metro contigo.

Se fosse Inglesa e utente do metro revoltar-me-ia, não quero pertencer aos “everyone”, quero ser eu. Tenho identidade, não quero ser identificada como uma no meio de toda a população que me rodeia, eu sou eu, tu és tu, nós podemos ser outra coisa.

Quem nunca lhe aconteceu estar num espaço publico ou não, olhar em redor e pensar que não tem nada a ver com a gente que gira á sua volta. De que buraco é que saíram questionamos, onde foi a jaula que abriram a porta? Por favor não me engulam, não me coloquem nessa amálgama humana.

Chego mesmo a questionar esta luta, essa dita abertura na diferenciação dos géneros não será mais do que um plano entre outros para retirar a nossa identidade. O mesmo se aplica com o politicamente correcto, onde qualquer pessoa que tenha a audácia de se manifestar com a sua opinião é trucidada em praça pública. No teu trabalho não és fulano tal és um colaborador com um nº, ponto. Tens que estar uniforme, tens que ser formatada e alinhada com o que pretendem de ti. Não podes ser uma nota discordante da maioria que te rodeia

Nada mais fácil do que governar com um povo completamente descaracterizado, onde retiraste toda e qualquer individualidade, personalidade e identificação. Com a desculpa da neutralidade de género ou outra particularidade para não ferir sensibilidades, do politicamente correcto para sermos “equilibrados”, “tolerantes”, “neutros” estamos a abrir um caminho perigoso na desfiguração da sociedade e tantas outras pequenas coisas que nos passam despercebidas ou nem questionamos na nossa boa fé.

Gostei de ler uma entrevista do Ney Matogrosso (está em link abaixo) onde ele afirma : Que gay o cara@@o. Eu sou um ser humano.

É assim que nos devíamos definir acima de tudo como seres humanos, cada um com as suas vivências, particularidades, expectativas, discursos, etc.

As ditaduras começam assim. Quando o povo deixa de ter voz e rosto. Deixamos de ser seres humanos e somos manadas.

 

Entrevista Ney Matogrosso

18
Jul17

Não somos ilhas.


Beia Folques

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Fui tomar um café com uma amiga, conversando comentámos sobre o afastamento de uma amiga em comum. Estava com namorado novo essa amiga em comum. Embora tivesse essa relação recente nem por isso parecia mais feliz, surpreendentemente tinha-se isolado de todos nós.

Pensando nesse caso cheguei á conclusão que um sinal nas relações a dois que indica que a relação é tóxica, venenosa mesmo, é quando um dos elementos que a constituem tenta afastar o outro do grupo de amigos ou da família. É um alerta urgente de ser analisado que facilmente se confunde com o outro nos amar tanto que só nos quer para ele, ter tanto interesse e necessidade que todo o tempo é gasto só e exclusivamente com o outro.

Se tens uma relação amorosa e essa pessoa não te apresenta os seus amigos ou a família, não te introduz no seu mundo, no seu núcleo de amizades e afectos alguma coisa está errada. O mesmo acontece quando não se quer que o outro tenha amizades, conviva com os seus entes queridos até então.

Os teus amigos te definem e acrescentam algo á tua personalidade, moldam o teu estilo de vida, expressam a forma de estares na vida. Só conheces verdadeiramente o outro se conheceres os seus amigos e família, só conheces o outro se conheceres o ambiente onde se desenvolveu e cresceu. Os amigos e a família dão-te estrutura, corpo, são pilares de ti. São o passado e presente.

 Se estiveres com alguém que te afaste e tente negar essa parte de ti é porque não quer conhecer-te verdadeiramente, a tua essência. Pode querer muitas coisas mas não é o teu verdadeiro eu. Só ama parte de ti, egoisticamente não te quer como um todo.

O mesmo se aplica quando estás com alguém que não te quer incluir, envolver no seu grupo de amigos ou família. Não se quer dar a descobrir, a revelar, a desnudar a sua pessoa. Reserva-se e não se expõe. Nunca o conhecerás a sério.

 Se os dois mundos não coexistirem e ajustarem-se, fundirem-se ficarás sempre fracturado.

A relação é superficial e desequilibrada. Pois excluirmos quem nos apoiou, esteve lá connosco e para nós, com quem partilhámos momentos bons ou menos felizes é como nos amputarmos. Não somos ilhas, e toda essa gente que nos acompanhou até termos uma nova relação amorosa tem um pouco da nossa história para contar e algo a acrescentar.

Com eles crescemos e vivemos por isso toda essa partilha de informação com o objecto amoroso da nossa relação é uma mais-valia para nos desvelar aos olhos dele. Por vezes de uma forma positiva e correndo o risco de também poder ser negativo.

Mas ninguém é perfeito nem os amigos, nem a família. Mas são parte de nós, formamos um mundo e não uma ilha.

 

Pintura: Margarida Cepêda

13
Jul17

Ilusão


Beia Folques

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É tão verdade, eu sou perita em arranjar desculpas para os outros, procuro sempre uma razão lógica, racional, talvez procuro o melhor deles. Não aprendo que tenho que esquecer as palavras e focar-me nos actos, isto acontece nas relações interpessoais, familiares, profissionais, amorosas o que quiserem.

De que adianta um desculpa, eu queria mas…, cheguei tarde porque…, foi superior a mim, doi-me a garganta ou a cabeça, não fui eu que decidi, esqueci-me, passou-me, não quis incomodar, já era tarde, para a próxima, não volta acontecer e tantas outras desculpas. Palavras…No fim o resultado é o mesmo, és beliscada, és desconsiderada, és ignorada, és preterida. Entendo, não fazes parte da cadeia de interesses, preocupações, amizade dessa pessoa.

Eu sei e aceito que existe uma hierarquia de preferências e nós não podemos estar sempre no Top 10, aqui o que condeno mesmo é o peso da ilusão, para quê fazerem esse esforço de se explicarem de iludirem o outro, de demonstrarem sentimentos que não os têm? O que a vida me ensinou é que a essência dessas pessoas vem sempre ao de cima. O mais estranho é nós nos iludirmos por algo que não está lá, simplesmente não existe.

11
Jul17

Ciclos


Beia Folques

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Em miúda tive uma lição fabulosa, relembro-a muitas vezes quando ando frustrada e dá-me alento quando questiono  tudo à minha volta.

Devia ter uns 9 anos e queria muito ter um Monopólio, para a época era um jogo caro. Os meus pais não mo davam, achavam que já tínhamos muitos brinquedos. Era desnecessário, eu estava frustrada e triste, achava que era injusto. Não desisti, as minhas irmãs e eu fizemos um com cartolina, lápis de cor, papel e sei lá com que mais artefactos foram usados para montar o nosso jogo. No fim funcionava e jogávamos com ele.

Só sei que em menos de 2 meses lá em casa já havia 2 ou 3 Monopólios que nos tinham oferecido.

Aprendi que se é para acontecer, acontece. Pudemos ter fases piores, temos que nos recriar, inventar, improvisar, mas também existem fases de extrema abundancia, facilidade, que a vida vai de feição. Também sei que tanto acontece com os bens materiais como com todos os aspectos da nossa vida, amor, saúde, sucesso, felicidade, paz, etc.

Suponho que a vida só tenha sentido com a coexistência destes 2 ciclos, um complementa o outro, um valoriza o outro. A moeda e o reverso dela.

 Aprendi na Madeira que quando o mar fica revolto de um momento para o outro, respira-se fundo tem-se calma e contam-se sete ondas, o mar após passarem as 7 ondas acalma. Finalmente podemos nadar em segurança para terra.

Mais uma vez ciclos, padrões que se repetem e temos que respeitar.

E assim se leva a vida, oscilando mas nunca desmoralizando ou desistindo nos momentos menos bons. Existe sempre a bonança, a recompensa, a paz.

07
Jul17

Castelos, palhotas, santuários e conchas


Beia Folques

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Sexta-feira, Aleluia.

Depois de uma semana alucinante em quase todos os aspectos, vejo 2 dias para me recolher qual perola aconchegada na concha. Tentar esquecer que o Mundo existe e fervilha.

Foi daquelas semanas em que tomamos consciência que a nossa vida é um castelo feito de cartas, talvez daqueles que fazemos na praia em criança ou com os nossos filhos num dia de Verão perfeito. Que investimos engenho, tempo, paciência, cuidado, esmero mas basta uma onda que ele desmorona.

A vida é uma ilusão. Parece sólida mas é tão sensível, frágil.

Era bom fechar-me na concha, mas não posso. Se tens filhos, se és filho/a, se és irmã/ão, se tens família, se tens laços afectivos com alguém, se tens amigos é um luxo que não te assiste desaparecer do mapa sem deixar rasto.

Mas ainda bem que me exponho a escrever pois dá-me a dimensão do que estou a pensar, meço e avalio as palavras e tomo a verdadeira noção que luxo mesmo é ter filhos, família, amigos.

 Bem vamos lá esquecer a ideia da concha e abrir as portas, as janelas do nosso santuário e albergar todos que nos procuram.

Não interessa se construíste um castelo na praia, ou um com cartas, ou mesmo que seja uma palhota como a dos 3 porquinhos o que interessa é que seja feita com amor e habitada.

Isso sim é que é um luxo ou melhor uma bênção.

Feliz fim de semana.

 

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