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Amelices e outros estados de alma

50 e´s ainda à procura do sentido da vida.

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Amelices e outros estados de alma

09
Nov17

Asas de Mãe


Beia Folques

mae_asas.pg

Os nossos filhos são as nossas alegrias e as nossas derrotas. Eles são “nós” e neles existimos. É uma relação feita noutra dimensão nasce no momento da concepção e perdura eternamente, é como se o cordão umbilical nunca sofresse o corte. Encontram-se em nós cravados.

Nunca desistimos, amando, cuidando, protegendo, educando, criando, ensinando e insistindo, persistindo, estando com eles em todos os momentos. Por eles lutamos quando travam as suas lutas, ganhamos quando ganham e aceitamos derrotas quando perdem mas sempre os amando, dando coragem, alento e força. As suas dores, medos e fraquezas, assim como as alegrias e conquistas são as nossas. Tudo se vive através deles.

Temos que aparentar despreocupação, bravura e ligeireza estando nós por vezes tão perdidos. Quantas vezes houve que nos sentimos desprotegidos e demos protecção, inseguros e demos segurança, emprestando alegria e entusiasmo quando na realidade nos sentimos um trapo. Temos que ser sólidos quando nos apetece esfumar. Como se fossemos sábios e eternos numa luta constante de dar sentido, visão, conselhos, norte à vida esquecendo as nossas vulnerabilidades e escondendo as nossas fragilidades. Tentando ser modelos na crença absoluta que se educa através do exemplo. Colocando-os sempre em primeiro lugar, tantas vezes adiando a nossa vida.

Amar um filho é poderoso, fetal, irracional, incondicional, doloroso mas é o sentimento mais puro mais abnegado, altruísta, que se pode ter. É uma ligação que nasce do instinto, que não tem regras, que não conhece limitações. É o elo mais forte que se sobrepõe a todas as outras relações. É um vínculo indestrutível, nasce da necessidade de amar plenamente.

Talvez sagrado porque é algo divino.

Serei só eu ou é sempre assim?

 

Imagem: Alas de madre.

              Dario Castillejos. Cartonista Mexicano

               

 

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