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Amelices e outros estados de alma

50 e´s ainda à procura do sentido da vida.

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Amelices e outros estados de alma

29
Mar17

O Estado é laico?


Beia Folques

A Câmara de Lisboa pretende avançar com cerca de 3 milhões de euros para a construção de uma mesquita no coração de Lisboa. Desse valor do erário público metade é para expropriar edifícios que têm legitimo dono.

Lisboa apesar da maravilhosa, exuberante, cosmopolita e luxuosíssima Av. Da Liberdade é uma cidade pobre. Debate-se diariamente com problemas na reabilitação de edifícios, a salubridade não é bandeira na capital, é demasiado comum passear na cidade e deparar com situações de mendicidade e sem abrigos, a rede de transportes é um caos. Creches, jardins-de-infância, lares de 3ª idade não chegam para cobrir as necessidades. Combater a desertificação da cidade deveria ser prioridade, antes que tudo se transforme em fins para o turismo. Com tanto onde gastar os 3 milhões… Seria lógico que fosse de forma a dar melhor qualidade de vida a quem vive ou trabalha em Lisboa e eis que o dinheiro é escoado para a construção de uma mesquita.

Não percebo esta obstinação da Câmara de Lisboa ou que interesses escondidos estarão por trás desta obra?

A Câmara de Lisboa deveria agir em favor do interesse público colectivo do concelho, neste caso actua a favor de uma população específica. O presidente da Câmara e seus pares são políticos que por definição são homens públicos, que lidam com a chamada "coisa pública". A "coisa pública" é a origem da palavra República. A República necessita três condições fundamentais para a caracterizar: um número razoável de pessoas, uma comunidade de interesses e de fins e um consenso do direito. A edificação desta mesquita é para uso exclusivo de uma parte da população e não para toda a população, nem para um quarto da população que constitui os eleitores da Câmara de Lisboa, ataca direitos de posse patrimonial além do valor exorbitante que será gasto, dinheiro que é para ser usado na “coisa Pública”.

Já que acham tão necessário mais um local de culto do Islão na área de Lisboa porque não utilizar terrenos vazios nos limites da Cidade. Porque é que se vai pagar esta factura tão onerosa do dinheiro público incluindo a expropriação de património? Procurei na internet e na zona limítrofe e centro de Lisboa existem cerca de 23 mesquitas e locais de culto do Islão.

E que tal também promover outras religiões para sermos mais equitativos nesta distribuição de bens públicos e a Câmara de Lisboa tomar medidas e expropriar parte do Largo de São Domingos, ceder os terrenos aos Judeus para edificar uma Sinagoga em memória do massacre de 1506. Aqui fica a ideia.

 

A Câmara de Lisboa não se rege por leis do Estado, tem estatuto próprio que passa por não defender a “coisa Pública”, e também não é laica, conclui.

 

http://rr.sapo.pt/noticia/79621/nova_mesquita_camara_de_lisboa_aguarda_publicacao_em_dr_para_avancar_com_projecto

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