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Amelices e outros estados de alma

50 e´s ainda à procura do sentido da vida.

50 e´s ainda à procura do sentido da vida.

Amelices e outros estados de alma

20
Mar17

Ainda sobre o dia do Pai.


Beia Folques

Questiono-me vezes sem conta o que nos leva a escolher um determinado tipo de homem para casar em detrimento de outros. Que factor marca a diferença, será meramente física, será algum pormenor na sua personalidade, um alerta no caracter. O que fará a diferença na dança do acasalamento?

Passados tantos anos de ter feito a minha escolha, tomado a minha decisão em relação a este assunto: o de casar. Tenho plena consciência agora, na altura deveria ter a percepção embora inconsciente que se escolhi o meu marido um dos aspectos foi que que seria um excelente pai. Teria todos os pressupostos necessários para cumprir essa missão, antevi que seria capaz de me acompanhar na tarefa mais incrível e difícil que é educar.

Isto de escolher um companheiro com o propósito de constituir família é bem mais complicado do que parece. A inteligência emocional e lógico-matemática de uma mulher deve passar por escolher um pai para os seus filhos um homem capaz, confiável, generoso, responsável. Deveria ser algo instintivo, inato ao ser mulher ter este sexto sentido. O que não é verdade pois somos vulneráveis, impressionáveis e nos distraímos com inúmeros elementos incluindo infelizmente fúteis e voláteis que depois resultam em escolhas ruinosas. O processo de crescer e amadurecer ajuda a diferenciar o que presta para os nossos objectivos ou não.

Uma má escolha pode ter custos desmesurados.

Feliz dia do pai e às mães que tiveram a sorte de ter companheiros à altura. Feliz dia às mães que são pais e mães os 365 dias do ano.

Foto de Margarita Sikorskaia ART.

Margarita Sikorskaia

 

17
Mar17

simplesmente viver, assim com paz, calma enfim sem pressão


Beia Folques

Passamos a vida sob pressão, para não desiludir, para atingir, conseguir, não falhar, para vencer, para não desanimar, manter a vida dentro de um padrão de estabilidade e coerência, e nunca desarmar. Pressão em casa, na família, no trabalho, na rua, a luta com o relógio e horários. A pressão entre o certo e o errado, o saber e ignorar, entre o que queremos e o que tem que ser, entre amar e ser amado, o desejo e o reprimido, entre o dar e receber. Entre o seguir em frente, ou parar e rever toda a nossa vida, entre parar e avançar, já que voltar atrás não é opção.

Como é que se despe este manto que nos amarra, como se liberta deste colete de forças?

e simplesmente viver, assim com paz, calma enfim sem pressão….

 

 

Resultado de imagem para mafalda pressão

 

 

 

15
Mar17

Dignidade e direito ao trabalho


Beia Folques

Lembrei-me da onda de suicídios de trabalhadores que houve na France Telecom .

Da notícia sobre o funcionário do Bpi que se matou no local de trabalho. Lembrei-me do que li nos jornais nos últimos dias, CGD. Correio da Manhã, SIC, Novo Banco despedimentos, suspensão de contratos de trabalho, redução de colaboradores, reformas antecipadas, etc. Tudo isto na última semana e não oiço nenhuma voz a alertar para o grave que é esta realidade em termos sociais, económicos, estruturais.

 Razão tem o Papa: "Quem, por manobras económicas, para fazer negócios que não são totalmente claros, fecha fábricas, empreendimentos laborais e tira trabalho aos homens, esta pessoa comete um pecado gravíssimo" e acrescentou "O trabalho dá-nos dignidade e os responsáveis dos povos, os dirigentes, têm a obrigação de fazer todos os possíveis para que cada homem e cada mulher possam trabalhar e assim andar de cabeça erguida, olhar os outros nos olhos, com dignidade”.

 

Ver : 

Papa. Tirar trabalho às pessoas é "pecado gravíssimo"

14
Mar17

Lamechices, simbologias e analogias- parte 2


Beia Folques

Já vi demasiados grandes amores morrerem por falta de lamechices. Já vi demasiados idiotas armados em “machos” dizendo que eles não são assim mariquinhas, não são sensíveis, que não ligam a essas coisas e já vi demasiadas miúdas/mulheres irem embora porque querem lamechices, mariquices enfim mimo, cuidado e atenção, querem alguém que se esforce a lê-las.

 Dar mimo, ser cuidadoso, ser romântico, ter atenção não é sinal de fraqueza mas sim de reconhecimento que o outro é especial. Dar um tratamento cuidado e atento ao outro é manter esse amor vivo, é que a relação não caia na rotina, porque essa mata, o pouco ou mesmo não interesse também, assumires que tudo é garantido é o erro mais comum e mais estupido que vejo ser cometido.

Ainda este fim de semana num almoço, esta conversa veio à baila e alguém bem próximo de mim, o meu pai, que passa a vida a explicar-me como manter o amor vivo lembrou mais uma vez a base para manter esse mistério vivo. A simbologia que usa é estranha mas realista, passa por um parelha de bois a puxar uma carroça subindo uma colina e o que se observa é que os animais se apoiam e encostam um no outro para dividir a carga, o esforço. É o fogo na lareira que tem que ter sempre alguém atento e vigilante para não o manter acesso, não se apagar. É a âncora que tem que ter sempre a corrente certa para não deixar o barco à deriva. Pois para mim bastava a segunda analogia, todo o amor pode sobreviver se a lenha estiver lá para manter o fogo vivo (agora que não seja sempre o mesmo a por as achas no fogo). Te sentires querida, mimada, segura, valorizada, todo o esforço que a relação precisa tu fazes sem sacrifício, com empenho. E o barco terá sempre a estabilidade a segurança para nunca se afundar nem se desnortear.

Por isso meus amigos deixem-se de tretas e sejam lamechas, piegas, sentimentais e demonstrem-no, sejam surpreendentes, zelosos até ao limite. Faz parte da natureza da mulher ser romântica, mesmo aquelas que digam que não o são, não acreditem. Se facilitares tens o caminho certo para o fim….

14
Mar17

50 e`s


Beia Folques

E como este Blog é para mulheres de qualquer idade mas sobretudo para as de 50 que como eu estão à procura do sentido da vida e para os homens que se interessem em perceber as mulheres em geral.

Aqui fica esta peça jornalistica muito acertiva.

 

 

Elas têm cinquenta. E então?

13
Mar17

Quem não sente não é filho de boa gente


Beia Folques

Quem não sente não é filho de boa gente. É o tipo de provérbio que cada vez faz mais sentido.

Com o passar dos anos tomamos mais consciência das nossas origens, damos valor aos nossos antepassados, valorizamos os seus feitos, ficamos mais cientes do seu papel na família, no trabalho quer na sociedade ou a nível profissional. Só crescendo e deparando com os diversos obstáculos e desafios da vida é que conseguimos dar a verdadeira importância a quem nos precedeu.

Como não nasci debaixo de uma pedra, como pertenço a uma família, como a minha família já vinha de gente de bem, trabalhadora, digna e honrada. Não admito, não convivo nem compactuo com a maioria das atitudes, procedimentos e encenações da nossa sociedade.

Porque sinto, sinto respeito por mim e pelo outro, tenho vergonha própria e alheia, não gosto que me usem nem uso os outros, a estupidez e a hipocrisia, o oportunismo me indignam, ferem. A maldadezinha, mesquinhez e a vingança acho que são propriedades de seres inferiores. Tudo isto é o resultado da minha educação no seio de uma família que não apareceu ontem nem anteontem, que cresceu , evoluiu, amadureceu durante gerações, que contribuiu na sua sociedade, que se norteou sempre por valores maiores.

Por isso sinto e sinto muito com a realidade que nos cruza, onde o que hoje é verdade ontem era mentira, que vive do imediato, da fácil glória, do atropelo, do compadrio medíocre, do nivelamento por baixo, do desistir dos princípios básicos, elementares porque senão não pertence à turba. Do se porem em bicos dos pés e sujeitarem-se para serem aceites pelos “grandes” da vilota.

Felizmente ou infelizmente venho de boa gente e serei sempre fiel à minha educação. Felizmente ou infelizmente sei que a vida é uma sucessão e que é tudo uma cadeia que não devemos quebrar nem manchar.

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