musica,livros,vida,amor,sol,bem estar,sociedade

Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Amelices e outros estados de alma

50 e´s ainda à procura do sentido da vida.

50 e´s ainda à procura do sentido da vida.

Amelices e outros estados de alma

11
Out17

Tullius Detritus


Beia Folques

tdetritus2.jpg

Comecei a ler a banda desenhada do Astérix o irredutível Gaulês teria eu os meus 7 anos.

 Aprendi mais sobre História do Império Romano ao ler estes livros do que no meu secundário e liceu. Aprendi geografia e ainda mais surpreendente foi que aprendi sobre a natureza humana. A figura que me inspirei hoje está no livro do Astérix, a Zaragata, Tullius Detritus. 

Uma das minhas personagens de eleição é o fabuloso e traiçoeiro Tullius Detritus, personagem inesquecível. Durante a minha vida sou recorrentemente presenteada com estes seres abjectos. Geralmente tem uma aparência amarelada, sinuosa e solícita, mesmo serviçal, e levam um sorriso meio tolo estampado na cara.

 Hoje tirei o dia para os homenagear, porque ser Tullius Detritus é uma arte. Este tipo de gente maquiavélica, que vivem para fragmentar, dividir para reinar. Semeiam a discórdia, suscitam a dúvida de uma forma leve mas fatal. Como qual planta nociva alastra e destrói tudo à volta, sempre rasteira ao chão, ocultada pela restante vegetação. Geram á sua volta um ambiente de suspeita, instabilidade constante. Não criam nem desenvolvem nada de valor, não se pode identificar nada de nobre ou maior no seu trabalho. Servem somente para se engrandecerem aos olhos de outros, meros serviçais que o seu único e efémero poder é destruir para outro reinar.

  A única dúvida que tenho é se eles têm consciência que serão sempre “lagartixas”, nunca irão muito acima na escala hierárquica do poder onde se deslocam. É que quem nasce para lagartixa nunca chega a jacaré, já diz a sabedoria popular.

 Andam a pular entre os diversos grupos onde querem ter área de influência, servindo, bajulando passando a imagem do pássaro da paz e da concórdia, o mensageiro da harmonia e compreensão.

Por trás vão denegrindo, confundindo, entrecruzando informação descontextualizando a mesma, desvirtuando acções. Nunca fazem um ataque frontal, nunca encaram quem querem eliminar de frente, são capazes de te dar 2 sonoros e repenicados beijos, um forte aperto de mão e a seguir uma picada fatal, qual cobra cuspideira. Na teia de relações que o grupo desenvolve eles vão sistematicamente fragilizando as mesmas, minando as opiniões dessas pessoas de uma forma muito suave mas indelével, corrosiva sem ser abrasadora. Têm um talento especial para fomentar o ódio e disseminar a discórdia numa forma sub-reptícia, sempre camuflada e na sombra.

 A minha arte é identificar um Tullius Detritus à légua, o meu azar é ter que viver com eles. Não me dou ao trabalho de os denunciar pois a maioria das pessoas os classificam como boas pessoas, não percebem que estão a ser usadas e manipuladas, não percebem ou não querem perceber o tóxico que é essa pessoa. O perigo é que estamos infestados deles e minam tudo que seja desenvolvimento, relações, conhecimento, crescimento. O nosso país é propenso a gerar esta estirpe de gente.

 O incrível é quando se desencadeia a zaragata eles nunca estão lá. O grupo perde a força a coesão, a unidade e atacamo-nos, insultamo-nos, agredimo-nos verbalmente ou não e ele saí ileso, imaculado. Ele saí de cena de fininho. Ninguém se lembra quem originou o caos nem as causas do mesmo.

tdetritus.JPG

 

8 comentários

Comentar post

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Comentários recentes

  • cheia

    Isso seria encontrar o par perfeito! Há pessoas qu...

  • Rui Telo

    Lindo, mas difícil de concretizar.

  • Beia Folques

    Bjinhos

  • Fátima Bento

    Já estou a acompanhar o grupo, mas obrigada. Lá es...

  • Beia Folques

    É isso mesmo Cristina o Governo existe para o povo...

Mensagens

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D