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Amelices e outros estados de alma

50 e´s ainda à procura do sentido da vida.

50 e´s ainda à procura do sentido da vida.

Amelices e outros estados de alma

15
Mar17

Heróis do Mar, Estrelas e 50.


Beia Folques

Ando confusa, desconcertada com as aberrações com que somos confrontados diariamente. Na nossa vida, directamente, indirectamente, por interacção com os outros, através da tv, rádio, redes sociais e outras. É o ataque á nossa posição social, se és classe média minimamente confortável é para abater, no trabalho os 50 anos tornaram-se numa idade maldita não és novo nem és velho bem estás ali num limbo, enfim és “mal amado” e completamente dispensável, só tens deveres não existe direitos neste Estado de direito. Pretende-se nivelar tudo por baixo, a maioria das pessoas até acha natural, não tem ambição nem pretensão a viver acima do “poucochinho”.

Que raio de lavagem ao cérebro esta gente sofreu?

Sujeitam-se basicamente a tudo, claro menos ao seu clube de futebol perder. Bem isso é que não.

Tudo o resto: comboios suprimidos, autocarros atrasados, parlamento ao insulto gratuito na maior degradação humana, políticos corruptos, impostos injustificados para o que recebemos de retorno, obras para “Inglês ver”, atropelos vários. Justiça, saúde e educação cada vez mais “distante” de nós, contratos laborais anuais, as regras sempre a serem alteradas conforme os interesses de alguma entidade, instabilidade no trabalho, reestruturações por tudo e por nada, aceita-se tudo com uma passividade assustadora.

Pergunto-me se esta gente é a mesma que se lançou ao mar numa casca de noz norteados pelos pontos cardeais e constelações de estrelas?

Este povo, o nosso povo não olha as estrelas à noite, não vê o céu de certeza, senão sonhariam com um amanhã melhor e o “poucochinho” não é nem nunca foi condição para se viver…

15
Mar17

Dignidade e direito ao trabalho


Beia Folques

Lembrei-me da onda de suicídios de trabalhadores que houve na France Telecom .

Da notícia sobre o funcionário do Bpi que se matou no local de trabalho. Lembrei-me do que li nos jornais nos últimos dias, CGD. Correio da Manhã, SIC, Novo Banco despedimentos, suspensão de contratos de trabalho, redução de colaboradores, reformas antecipadas, etc. Tudo isto na última semana e não oiço nenhuma voz a alertar para o grave que é esta realidade em termos sociais, económicos, estruturais.

 Razão tem o Papa: "Quem, por manobras económicas, para fazer negócios que não são totalmente claros, fecha fábricas, empreendimentos laborais e tira trabalho aos homens, esta pessoa comete um pecado gravíssimo" e acrescentou "O trabalho dá-nos dignidade e os responsáveis dos povos, os dirigentes, têm a obrigação de fazer todos os possíveis para que cada homem e cada mulher possam trabalhar e assim andar de cabeça erguida, olhar os outros nos olhos, com dignidade”.

 

Ver : 

Papa. Tirar trabalho às pessoas é "pecado gravíssimo"

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