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Amelices e outros estados de alma

50 e´s ainda à procura do sentido da vida.

50 e´s ainda à procura do sentido da vida.

Amelices e outros estados de alma

17
Mar17

simplesmente viver, assim com paz, calma enfim sem pressão


Amélia Folques

Passamos a vida sob pressão, para não desiludir, para atingir, conseguir, não falhar, para vencer, para não desanimar, manter a vida dentro de um padrão de estabilidade e coerência, e nunca desarmar. Pressão em casa, na família, no trabalho, na rua, a luta com o relógio e horários. A pressão entre o certo e o errado, o saber e ignorar, entre o que queremos e o que tem que ser, entre amar e ser amado, o desejo e o reprimido, entre o dar e receber. Entre o seguir em frente, ou parar e rever toda a nossa vida, entre parar e avançar, já que voltar atrás não é opção.

Como é que se despe este manto que nos amarra, como se liberta deste colete de forças?

e simplesmente viver, assim com paz, calma enfim sem pressão….

 

 

Resultado de imagem para mafalda pressão

 

 

 

16
Mar17

O meu Presidente não é uma Sombra.


Amélia Folques

O meu Presidente não é uma Sombra.

Corre na Net um vídeo do Marcelo a contar histórias a crianças hospitalizadas, num projecto da Associação Nuvem Vitória. Um programa que eu não conhecia e me deixou emocionada, pessoas que dedicam parte do seu tempo a ler histórias à hora de dormir a meninos hospitalizados, gente fantástica. Transcrevo esta descrição deste meritório projecto que está na revista online Lux: A Associação Nuvem Vitória propõe, através de uma equipa de 40 voluntários, ajudar na criação de rotinas nos serviços de Pediatria dos hospitais nacionais, mediante a introdução de dinâmicas que visam a hora de desligar aparelhos eletrónicos, arrumar os brinquedos e preparar para dormir, criando o hábito da leitura da história para adormecer.

Esta acção foi no âmbito do “ Dia Mundial do Sono” e porque o : objectivo da Associação Nuvem Vitória é apoiar doentes que estão “mais vulneráveis aos problemas do sono, devido às doenças e exposição a tratamentos médicos. A privação do sono prejudica a recuperação do estado de saúde”(jornal SOL).

Louvo a atitude do Presidente em abraçar este projecto. Admiro a sua necessidade, urgência em chegar a todos que mais precisam dele. Comove-me o seu carácter, a sua disponibilidade em estar lá para os outros, o seu exemplo deveria nos arrastar para abrir novas “portas” nas nossas vidas e sairmos dos nossos casulos.

O meu Presidente não é uma sombra ele tem luz, uma luz que pode parecer exagerada mas é a dele. E honestamente prefiro esta que me encadeia e me deixa atordoada a um Presidente em tons de cinza, que é o politicamente correcto, esse nunca comete excessos, nem erros, está lá na redoma. Como já disse uma vez a uma pessoa amiga o Marcelo não seria o 1ª nem será certamente o último homem a me desapontar, mas espero que não o faça, precisamos muito de alguém que nos desperte, nos estimule e motive, nos agregue como país. Para mim os seus olhos azuis dizem tudo são bondosos, generosos, sorridentes e confiantes, tem a cor do céu, do infinito e da aristocracia.

Leitura de histórias a crianças a convite da Associação Nuvem Vitória no Serviço de Pediatria do Hospital de Santa Maria em Lisboa

 

16
Mar17

50 Sombras de Grey


Amélia Folques

Estava eu sentada num café e 2 senhoras (talvez mais ou menos da minha idade) numa mesa ao lado discutiam a complexidade do filme as “50 sombras de Grey”.

Uma delas tinha ido ver a sequela e afiançava que só tinha podido entender este porque tinha visto o 1ª filme, senão estaria completamente perdida na história.

Eu vi o 1ª, em boa verdade vi ¾ do filme, não assisti ao fim, e caramba do que presenciei não vi grande história, enredo, nada de profundo ou elaborado naquela sequência de imagens. Vi umas carinhas larocas, carros, aviões, luxo, tudo para o “show off” e publicidade das marcas que patrocinaram a realização do filme. Por mais que me esforce a analisar o filme garanto que mesmo muito espremido não me sai nada.

Mentira, teve um aspecto positivo, a música adorei Ellie Goulding- Love Me Like You Do.

Tenho pena de não ser como estas cinéfilas, que conseguiram ver mais além, viram uma história que me passou completamente ao lado, e não era um qualquer conto, era intensa, complexa, com densidade psicológica, e até com continuidade enfim com uma trama bem tramada.

Moral da história: até estes 50 são um enigma para mim.

 

15
Mar17

Heróis do Mar, Estrelas e 50.


Amélia Folques

Ando confusa, desconcertada com as aberrações com que somos confrontados diariamente. Na nossa vida, directamente, indirectamente, por interacção com os outros, através da tv, rádio, redes sociais e outras. É o ataque á nossa posição social, se és classe média minimamente confortável é para abater, no trabalho os 50 anos tornaram-se numa idade maldita não és novo nem és velho bem estás ali num limbo, enfim és “mal amado” e completamente dispensável, só tens deveres não existe direitos neste Estado de direito. Pretende-se nivelar tudo por baixo, a maioria das pessoas até acha natural, não tem ambição nem pretensão a viver acima do “poucochinho”.

Que raio de lavagem ao cérebro esta gente sofreu?

Sujeitam-se basicamente a tudo, claro menos ao seu clube de futebol perder. Bem isso é que não.

Tudo o resto: comboios suprimidos, autocarros atrasados, parlamento ao insulto gratuito na maior degradação humana, políticos corruptos, impostos injustificados para o que recebemos de retorno, obras para “Inglês ver”, atropelos vários. Justiça, saúde e educação cada vez mais “distante” de nós, contratos laborais anuais, as regras sempre a serem alteradas conforme os interesses de alguma entidade, instabilidade no trabalho, reestruturações por tudo e por nada, aceita-se tudo com uma passividade assustadora.

Pergunto-me se esta gente é a mesma que se lançou ao mar numa casca de noz norteados pelos pontos cardeais e constelações de estrelas?

Este povo, o nosso povo não olha as estrelas à noite, não vê o céu de certeza, senão sonhariam com um amanhã melhor e o “poucochinho” não é nem nunca foi condição para se viver…

15
Mar17

Dignidade e direito ao trabalho


Amélia Folques

Lembrei-me da onda de suicídios de trabalhadores que houve na France Telecom .

Da notícia sobre o funcionário do Bpi que se matou no local de trabalho. Lembrei-me do que li nos jornais nos últimos dias, CGD. Correio da Manhã, SIC, Novo Banco despedimentos, suspensão de contratos de trabalho, redução de colaboradores, reformas antecipadas, etc. Tudo isto na última semana e não oiço nenhuma voz a alertar para o grave que é esta realidade em termos sociais, económicos, estruturais.

 Razão tem o Papa: "Quem, por manobras económicas, para fazer negócios que não são totalmente claros, fecha fábricas, empreendimentos laborais e tira trabalho aos homens, esta pessoa comete um pecado gravíssimo" e acrescentou "O trabalho dá-nos dignidade e os responsáveis dos povos, os dirigentes, têm a obrigação de fazer todos os possíveis para que cada homem e cada mulher possam trabalhar e assim andar de cabeça erguida, olhar os outros nos olhos, com dignidade”.

 

Ver : 

Papa. Tirar trabalho às pessoas é "pecado gravíssimo"

14
Mar17

Lamechices, simbologias e analogias- parte 2


Amélia Folques

Já vi demasiados grandes amores morrerem por falta de lamechices. Já vi demasiados idiotas armados em “machos” dizendo que eles não são assim mariquinhas, não são sensíveis, que não ligam a essas coisas e já vi demasiadas miúdas/mulheres irem embora porque querem lamechices, mariquices enfim mimo, cuidado e atenção, querem alguém que se esforce a lê-las.

 Dar mimo, ser cuidadoso, ser romântico, ter atenção não é sinal de fraqueza mas sim de reconhecimento que o outro é especial. Dar um tratamento cuidado e atento ao outro é manter esse amor vivo, é que a relação não caia na rotina, porque essa mata, o pouco ou mesmo não interesse também, assumires que tudo é garantido é o erro mais comum e mais estupido que vejo ser cometido.

Ainda este fim de semana num almoço, esta conversa veio à baila e alguém bem próximo de mim, o meu pai, que passa a vida a explicar-me como manter o amor vivo lembrou mais uma vez a base para manter esse mistério vivo. A simbologia que usa é estranha mas realista, passa por um parelha de bois a puxar uma carroça subindo uma colina e o que se observa é que os animais se apoiam e encostam um no outro para dividir a carga, o esforço. É o fogo na lareira que tem que ter sempre alguém atento e vigilante para não o manter acesso, não se apagar. É a âncora que tem que ter sempre a corrente certa para não deixar o barco à deriva. Pois para mim bastava a segunda analogia, todo o amor pode sobreviver se a lenha estiver lá para manter o fogo vivo (agora que não seja sempre o mesmo a por as achas no fogo). Te sentires querida, mimada, segura, valorizada, todo o esforço que a relação precisa tu fazes sem sacrifício, com empenho. E o barco terá sempre a estabilidade a segurança para nunca se afundar nem se desnortear.

Por isso meus amigos deixem-se de tretas e sejam lamechas, piegas, sentimentais e demonstrem-no, sejam surpreendentes, zelosos até ao limite. Faz parte da natureza da mulher ser romântica, mesmo aquelas que digam que não o são, não acreditem. Se facilitares tens o caminho certo para o fim….

14
Mar17

50 e`s


Amélia Folques

E como este Blog é para mulheres de qualquer idade mas sobretudo para as de 50 que como eu estão à procura do sentido da vida e para os homens que se interessem em perceber as mulheres em geral.

Aqui fica esta peça jornalistica muito acertiva.

 

 

Elas têm cinquenta. E então?

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