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Amelices e outros estados de alma

50 e´s ainda à procura do sentido da vida.

50 e´s ainda à procura do sentido da vida.

Amelices e outros estados de alma

23
Mai18

Kokedama- Desde a rede de galinheiro a uma planta decorativa.


Beia Folques

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Para realizar uma Kokedama precisamos de:

Rede galinheiro, musgo, terra, substrato, areia, muda de planta, fio de costurar grosso verde, argola de ferro, arame.

Aqui fica o meu resumo passo-a-passo.

IMG_20180523_115955_resized_20180523_120010864.jpg    1. Retira-se a muda da planta do vaso e separam-se os pés com as raízes.

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    2. Corta-se um quadrado de rede de galinheiro e é a partir dessa rede que se cria o vaso. Dá-se a forma de ninho, unindo os cantos com o próprio arame para arrematar o ninho que se criou. Por fim com um fio metálico interliga-se toda a borda superior para a estrutura ficar unida. Se quiser ter a planta suspensa é agora que coloca a argola directamente no topo deste vaso de arame. 

IMG_20180523_103028_resized_20180523_103042756.jpg    3. Forra-se o interior desta estrutura com musgo. O fundo e as paredes laterais.

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    4. Coloca-se no interior do ninho uma mistura com o seguinte preparado: areia, substrato e terra. Fazendo uma cama para colocar a planta.

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      5. Introduz-se a raiz da planta dentro deste vaso e preenche-se com mais terra para ficar perfeitamente plantada.

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     6. Agora vamos forrar exteriormente este vaso com musgo. Pega-se em “mantas” de musgo e vai-se rodeando a estrutura com ele. Com a linha de costurar ata-se o musgo ao vaso. Neste processo com as nossas mãos vamos moldando o trabalho, dando forma ao nosso vaso e elaborando a forma esférica. Temos que colocar várias camadas de musgo até obter o efeito pretendido por nós.

IMG_20180523_121153.jpg    7. Quando o nosso trabalho tiver o formato que queremos, mergulhamos a planta numa bacia com água. Retira-se da água e apertamos muito bem para a forma ficar bem definida e sair o excesso de água.

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    8. Temos a nossa obra de arte finalizada.

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Após assistir a este Workshop tudo parece bem mais simples. A vantagem de ter feito esta formação é perceber a técnica subjacente a esta arte, quais as plantas que se adequam a este trabalho, o tipo de “solo” a usar conforme a planta que se escolhe e mais mil e um pormenores que só se despertam ouvindo e interagindo com quem entende sobre esta matéria. É uma experiencia que só nos enriquece e embeleza a vida.

No Hortus Conclusus haverá novo Workshop de Kokedamas dia 9 de Junho. É no Porto, mas ir ao Porto é sempre um grande prazer. Então com este motivo de jardinagem fica um passeio irresistível.

https://www.facebook.com/Hortus-Conclusus-399142973898175/

 

A minha aposta agora é fazer Kokedamas com orquídeas. Adoro essa flor tão exótica e frágil. É o tipo de planta que de certeza se adequa a realizar uma Kokedama fabulosa. A manutenção de uma Kokedama é relativamente simples, é gerir a quantidade de água a borrifar para ela estar sempre verde e viçosa.

Agora mãos na massa ou mesmo na terra.

21
Mai18

A insustentável beleza das Kokedamas.


Beia Folques

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Kokedamas é uma técnica Japonesa onde se cria uma estrutura esférica forrada a musgo com uma planta. Sendo essa uma arte Japonesa a execução de uma Kokedama pauta-se pela paciência, a técnica, a organização em todo o processo. O resultado final é uma planta ornamental cujo vaso é a sua raiz envolta numa base de musgo.  O efeito visual é de uma simplicidade extrema mas com traços de uma sofisticação discreta só possível vindas de Oriente onde a arte de tratar plantas é algo que cultivam e desenvolvem há milhares de anos. Onde o minimalismo é imperativo.

Uma Kokedama acrescenta ao espaço onde a colocas um toque de beleza, arte, evasão. Remete-nos para locais de contemplação e meditação, para paz e harmonia.

A Kokedama pode ser apresentada em cima de uma base mas para o seu efeito ser mais potenciado é preferível que a suspenda, como uma planta aérea. Suspensa evidencia a sua graça e leveza.

Ando sempre à procura de coisas que me ajudem a ausentar-me da rotina. Não que a rotina por si seja algo errado ou mau, é necessária mas temos que a quebrar para nos reorganizar e reequilibrar, não sermos engolidos por ela. Tenho que me abstrair por momentos do meu eu como mãe, mulher, funcionária de uma empresa, dona de casa, irmã, filha, e mais mil e uma coisas que constituem a minha vida. Isto é de tudo que exija de mim atenção, responsabilidade, respostas, tempo, preocupação, desgaste, trabalho. Porque a rotina envolve todos estes sentimentos, estados de espirito em grande escala, numa exponencial. Para me revitalizar preciso de instantes ou mesmo de um curto período de tempo com total ausência do quotidiano.

Falaram-me deste workshop no Porto de Kokedamas. Já conhecia as ditas plantas e admirava o engenho e arte ali existentes. Tive a sorte de ter umas amigas que também se interessam por botânica e fomos até ao Porto assistir a esta aula.

Este tipo de trabalho enquadra-se na perfeição na minha constante busca por coisas que acrescentam algo, que abrem outras janelas e fornecem outra compreensão da vida, ou mesmo que nos reaproximam da própria essência da vida. Mexer nos elementos como a terra e água é algo ancestral e inato ao ser humano. Vem de longe esta proximidade e nos remete às origens. Origens essas que nos distanciamos com a azáfama do dia-a-dia. Colocar as mãos na terra, brincar com as raízes, separar bolbos, mexer na água, regar as plantas é o tipo de exercício que nos ajuda a descomprimir, descontrair e nos leva ao encontro dos elementos vitais para a nossa existência. Direcciona para o que realmente é importante, para o mais elementar da nossa vida. Coloca em perspectiva a nossa existência. Atolados no acessório ou desnecessário por vezes inconscientemente e sem reflectir pois a vida como a vivemos não deixa muito espaço ao pensamento e nos tornamos cópias uns dos outros, autómatos de uma vida, quais ratos numa roda dentro de uma gaiola.

Neste workshop de Kokedamas aprendi efectivamente a fazer uma Kokedama. Conheci gente diferente desde a idade, nacionalidade, motivações ou mesmo ambições de vida. Levou-me á Terra não só aquela em que se mexe e planta e sujam-se as mãos de uma forma positiva e criativa mas sim por me levar à Terra como um todo imprescindível para a nossa harmonia interior e exterior. Terra essa que a usamos abusivamente e nunca a valorizamos.

Enquanto estive dedicada e interessada nesta experiência, aprendendo e desfrutando da aprendizagem, com os sentidos acordados e estimulados pelo prazer no que se estava a criar, revisitei a minha natureza e recentrei o meu eixo. Porque o nosso eixo é constantemente afectado e abalado.

Sinceramente não sei que motivações levam os Japoneses a criar Kokedamas ou Bonsais. Mas estou em crer que deve ser pela mesma razão que encontrei, o efeito terapêutico que daí advém. Um balsamo para o corpo e alma, uma fonte de energia positiva.

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Koke (musgo

dama (bola)

O workshop realizou-se no Hortus Conclusus- Porto. O professor excelente, o espaço fantástico. Recomendo vivamente.O Professor é Interessante, entendedor, culto e adora o que faz levando-nos atrás com tanto entusiasmo. Assim é facil aprender ...

https://www.facebook.com/Hortus-Conclusus-399142973898175/

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