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Amelices e outros estados de alma

50 e´s ainda à procura do sentido da vida.

50 e´s ainda à procura do sentido da vida.

Amelices e outros estados de alma

12
Out18

É sexista ou será só parvo?


Beia Folques

sexista.JPG

Tive formações em ambiente de trabalho toda a minha vida profissional. Recentemente tive mais uma. Trabalhei sempre em departamentos onde existiam mais homens que mulheres, acho que a maioria das vezes era a única mulher. Nem sempre foi fácil ou simpático mas fui gerindo essas limitações da melhor forma que sabia. Nunca recorri aos recursos humanos quando me senti mais “agredida” como profissional. Até ter tido esta formação onde ponderei seriamente em fazer uma queixa. Toda a situação simplesmente não é admissível, passo a explicar:

- mais uma vez era a única mulher no meio de homens, mas nada que não esteja habituada. O “formador” para demonstrar casos práticos foi pedindo a cada um dos participantes para fazer um exercício com a sua supervisão. Eis que chegou a minha vez. Qual é o meu espanto quando sou tratada como se fosse acéfala, os passos que tinha que fazer foram descritos e explicados como se eu fosse uma criança de 4 anos. Informação que já tinha sido dada anteriormente e que eu já tinha apreendido, pois se estou numa formação mesmo que contrariada ou o assunto seja o mais desinteressante possível esforço-me para aprender e tirar o maior proveito da mesma. A matéria de complexo não tinha nada o que ainda me deixou mais irritada, era do mais básico possível. Senti-me francamente chocada com a diferença de atitude que teve comigo comparando com os meus colegas mesmo aqueles que se poderiam equiparar ao meu grau de conhecimento naquela matéria.

Entre outros “mimos” no trato com a minha pessoa ainda teve a imbecilidade de responder a uma questão que coloquei quando estava o dito "formador" a fazer uma demostração com um colega que eles eram só homens e não eram “multi task” como as mulheres, o que num ambiente de café até aceitaria e poderia brincar mas ali não era o local para chalaças ou idiotices. Mais uma vez incorreu num erro grave e elementar nas relações de trabalho.

Não admito comportamentos paternais ou condescendentes no local de trabalho. Não quero nem preciso de proteccionismo ou de alguma espécie de tratamento diferenciado, só peço respeito e igualdade de oportunidades e de comportamento.

Tratar um colega de forma diferente é só uma forma de o discriminar e segregar pois está-se a remeter para outra esfera que não a do grupo. Ocorreu-me a realidade das castas, aqui existia a dos homens um nível superior e depois as mulheres que o “formador” no seu entender têm problemas de aprendizagem.

Hoje em dia que se discute até ao desvario estas questões relativas ao sexismo ou discriminação do gênero, observo que o preconceito está mais latente do que nunca na nossa sociedade. Há 20 anos atrás não era tão visível, era mais homogéneo e correcto o tratamento.

Sinto-me incomodada por mim mas só de pensar nas minhas filhas e tantas outras mulheres que têm que viver com estes trogloditas escrevo este texto. Hoje não estou para ficar calada.

Assusta-me o facto de este assunto ser da ordem do dia, na nossa função como educadores, das agendas de todas as escolas e de tantos Ministérios, da comunicação social, etc e o que deduzo é que quanto mais se discute talvez mais ruido se coloca ou diminui-lhe a importância e a mentalidade sexista ou o preconceito não é ultrapassado muito menos vencido. Estamos a viver um retrocesso civilizacional nesta área, o que irá agravar os desequilíbrios e as diferenças em todos os aspectos entre sexos tornando toda a Sociedade mais frágil e pobre.

A minha imensa questão é se esta gente com este tipo de comportamentos tem consciência do mesmo. São sexistas ou só e simplesmente parvos?

09
Out18

As noticias.


Beia Folques

jornal.JPG

Cheguei a um ponto de saturação das notícias, dos acontecimentos que assolam este planeta e em particular este país. São tantos casos denunciados ou discutidos, tão variados, tão graves e provocadores e aparecem todos misturados com o que existe do mais desnecessário e supérfluo que torna a nossa missão de cidadão activo e participante do mundo quase impossível. Demasiadas frentes.

Sinto-me exaurida desta sobrecarga informativa ou desinformativa de que somos vitimas. As notícias até as mais desinteressantes são divulgadas com violência, de uma forma exagerada e extremada. Constantemente somos chamados a ter uma opinião, a tomar uma decisão, a aceitar ou rejeitar um acontecimento, sem termos todos os dados, sem ter tempo para reflectir. Se nos alheamos é como se nos demitíssemos do nosso papel como cidadão, porém se nos queremos manter informados entramos numa bola de neve descontrolada. Temos que filtrar tudo o que nos chega, pois a maioria da informação chega manipulada ou adulterada.

Culpo os governantes pelo desassossego em que vivemos. Eles são os maiores geradores de turbulência social. Se fossem honestos, se trabalhassem em prol de um país, se cumprissem o que prometeram não haveria um mundo tão desigual onde nasce todo o tipo de mal da nossa sociedade, onde germina toda a espécie de ervas daninhas.

Hoje estamos a discutir até ao limite a viragem política no Brasil um país onde o caos, insegurança e a miséria são obras de má governação, a Venezuela que nem me apetece emitir comentários de tão aberrante a sua situação calamitosa. Por cá ministro da defesa indefensável, o nojo dos jogos da nossa justiça, um país onde só existe litoral, o eterno fogo, onde os transportes públicos falham sistematicamente e existe tanto mais para nos tirar do sério só ouvindo o jornal da noite. Vivemos tempos irresponsáveis, fracturantes e perigosos nos 4 cantos do mundo.

Já não bastando o estado de corrupção e ineficácia assim como total desprezo dos políticos à realidade do país ou mesmo ao mundo em que vivemos. Temos uma comunicação social ávida de nada onde nos mesmos sítios onde se discute os dramas do CR7, as tricas mais bestiais de algum apresentador de tv, o futebol dentro e fora de campo, o género ou sem género, a toilette da Melania Trump e qualquer outra cretinice ou inutilidade discute-se também as alterações climáticas ou o brexit, diria que tudo isto com o mesmo grau de importância ou de gravidade.

Interrogo-me se esta insanidade, profusão e descontrolo informativo não serão para intencionalmente nos distrair e afastar do que está a acontecer de importante ao nosso redor. De propósito, para nos vencer pelo cansaço. É esgotante estar sempre alerta, procurar a verdade das notícias, tentar ver o mundo de uma forma lúcida, separar o que verdadeiramente interessa da amálgama de informação que nos é disponibilizada. E assim a pouca voz que o cidadão tem desaparece por completo no meio de tanta desinformação mascarada de informação, estamos atolados em lixo.

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