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Amelices e outros estados de alma

50 e´s ainda à procura do sentido da vida.

50 e´s ainda à procura do sentido da vida.

Amelices e outros estados de alma

12
Dez18

Humanizar transações.


Beia Folques

loja_1.jpg

Quem faz um estabelecimento comercial de grande ou de uma pequena superfície, uma loja de Shopping ou de comércio tradicional, um restaurante ou uma drogaria são os empregados, quem lá trabalha.

Esqueçam se o produto que vendem é bom ou mesmo excelente, acessível ou mesmo barato se os donos ou empregados forem desatentos, desagradáveis ou indiferentes o cliente não faz nenhuma questão em voltar a esse espaço.

Nos últimos dias tive algumas experiências incríveis nas minhas “compras”. Tudo devido não ao que adquiri mas sim ao tratamento que tive da parte dos empregados.

Descobri no FB a indicação que em Sesimbra havia uma loja com figuras de barro para o Presépio tradicional giríssimas. Fui atendida pelo dono da loja o Sr. Álvaro Bizarro, uma simpatia que explicou que o FB da loja é coisa da neta. Era também artesão e fazia Presépios, tem alguns guardados perto da loja. O senhor ao ver o meu prazer pelo que via levou-me para admirar aquelas obras de arte. Para o ano irei a esta loja comprar mais figuras. Encontrar numa loja alguém que sente e gosta do que faz é entusiasmante para o cliente que também tem o mesmo interesse. O tratamento personalizado e diferenciado é um luxo que hoje em dia é raro usufruirmos.

Meti na cabeça que este ano iria fazer um verdadeiro Presépio em escada estilo Madeirense. O meu problema era fazer a dita estrutura em escada. Não tenho jeito para bricolage, não tinha nenhum para levar como modelo. Por fim encontrei na internet um que se assemelhava ao que eu pretendia. Desloquei-me à loja com a foto do que queria. Como era sábado à tarde dirigi-me a um desses estabelecimentos que tem tudo para bricolage e construções. Entrei na grande superfície onde tudo é descaracterizado e depois de dar uma volta na loja pensei que estava tramada pois só via ripas e tábuas enormes, não havia nada já pré cortado que desse para fazer o que precisava. E eis que dei com um dos empregados, o Joaquim. O Joaquim deve-se ter enchido de paciência e ajudou-me na execução do dito Presépio, até sugeriu materiais mais baratos e medidas pois eu sabia o que queria mas não tão tinha toda a informação. Cortou, limou as minhas tabuas e no fim saí da loja encantada com a minha aquisição e acima de tudo por ter tido a ajuda preciosa do Joaquim. Certamente voltarei lá quando precisar de algo e espero encontrar aquele empregado tão disponível.

Estive no Porto e nas minhas voltas só tive registos positivos dos colaboradores e alguns donos dos espaços onde andei.

Em especial numa loja fantástica de candeeiros. Como andava à procura de um para a minha sala de estar pensei em tentar a sorte. Tive a assistência de uma funcionária muito simpática, a Cátia. Como não tinham MB trouxe o candeeiro da loja sem o ter pago, só fiz a transferência bancária para pagar o dito candeeiro após sair da loja. Em boa verdade podia nem ter pago, mas a Cátia, uma rapariga amorosa acreditou em mim, simplesmente único. Este tipo de relação entre cliente/funcionário de um espaço comercial cria uma proximidade, um ambiente de confiança que de certeza quando quiser outro candeeiro a minha primeira opção será ir ao Porto e comprar naquela loja em particular. Acho que faz parte da condição humana querer ser tratada como uma pessoa e não um número. Saber que não somos tratados como massa humana.

Assim se fidelizam clientes. Um negócio cria marca pela disponibilidade, simpatia, confiança, auxílio de quem nos atende. Esta máxima é transversal a todo e qualquer negócio desde a farmácia ao restaurante.

Por isso tantas vezes me questiono o valor de um bom empregado/colaborador. Um patrão que não valorize um bom funcionário tem meio caminho para o fim do seu negócio. Todo o empenho e esforço que um empregado coloque na sua relação com o cliente deveria ser motivo de louvor por parte do dono ou gestor do mesmo.

Este tipo de funcionários em termos de retorno monetário para o estabelecimento comercial são uma mais-valia. A sua iniciativa e ajuda são aptidões valiosíssimas para o negócio. Por isso quando oiço que a maioria dos patrões pagam o ordenado mínimo a um colaborador destes fico escandalizada.

Hoje fica aqui o meu reconhecimento a uma profissão quer seja o dono ou o empregado que é cansativa e exigente sobretudo nesta quadra que anda tudo frenético e nervoso. Ter que lidar com o público não deve ser nada fácil, tantas pessoas e todas diferentes, algumas exigentes por vezes impacientes e sempre atarefadas. Cada uma com o seu pedido que quer transformar em objecto e nesta época do ano mesmo em sonhos.

Em especial fico a pensar em alguns destes empregados sobretudo aqueles nas grandes superfícies que são meras personagens anónimas que ficam camuflados no meio dos artigos, das gentes e dos ruídos da loja, sem nome,  pagos a salários mínimos e sem reconhecimento.

06
Dez18

São Nicolau e a Coca-cola


Beia Folques

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Não podemos perder a criança que existe em nós. Por isso mantive sempre a ideia do Pai Natal, ele existe e mai nada digo eu inúmeras vezes. E assim vou com toda a espécie de argumentos e factos possíveis ou não, fundamentos reais ou da minha autocriação.

Um facto é certo hoje dia 6 de Dezembro assinala-se a data da morte de São Nicolau e é este Santo que está na origem do nosso Pai Natal.

A minha filha mais pequena quando tinha 8 anos na escola onde andava a professora resolveu contar a versão do Pai Natal dos tempos actuais. Após o seu dia de aulas contou-me desolada e finalizou a conversa com esta questão:

- Mamã, o Pai Natal é coisa da Coca-cola, até a roupa vermelha. Mas mãe se era para ser vermelho porque é que o Benfica não o quis patrocinar?

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Bem agora eu estava bem "entalada", só me lembrei se era para ser vermelho o PCP e o nosso Álvaro Cunhal andaram a dormir. Um partido que é mestre da propaganda bem podia ter utilizado esta ideia bastava trocar a Coca-cola por vodka e livravam-se da fama de comerem criancinhas ao pequeno-almoço. Mas no meio dos meus devaneios tinha ali uma criança tristonha com o coração partido. Duas facadas no mesmo dia: o Pai Natal não existe e ainda por cima o Benfica não o quis para mascote, brutal.

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Suponho que ela acreditou em mim. Tenho fé que sim pois esta conversa já foi há alguns anos e a minha menina nunca mais me colocou a questão.

Esforcei-me em fazer coincidir as duas versões.

Acho que apesar de tão pequena a minha filhota acima de tudo acredita e respeita a minha total e incondicional convicção no Pai Natal.

 

 

Na cabecinha dela o que vai é que tem uma mãe que ainda acredita no Pai Natal.

E se a mãe diz que existe então é porque existe e mai nada

Vamos lá recapitular o que fizemos este ano e avaliar se merecemos ter presentes no sapatinho. De certeza que merecemos e mesmo que nos tenhamos portado menos bem vamos ter prendas porque o meu Pai Natal acima de tudo é bondoso, compreensivo e generoso.

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