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Amelices e outros estados de alma

50 e´s ainda à procura do sentido da vida.

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Amelices e outros estados de alma

21
Fev18

A invasão Chinesa.


Beia Folques

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Estamos nós a discutir a problemática da evolução do mundo Árabe na Europa. A migração vinda destes países, a sua intromissão na nossa cultura, a sua expansão no nosso mundo quando nestes dias tive a noção que o maior “ataque” à nossa sociedade vem dos países Asiáticos, sobretudo da China.

Estive em Paris e deparei-me com a nova invasão, a invasão Chinesa. Vêm em excursões numerosas e taciturnas. Inclusivamente já viajam aos pares, ou em pequenos grupos. Paris é deles, tomam conta de tudo: são os museus, monumentos, palácios, pastelarias, lojas de griffe. Tudo que meta brilhos, dourados, brocados, cetim, seda ou veludo lá estão eles.

Estás tranquilamente a apreciar algo e por infortúnio calha ser também do interesse do bloco amarelo és estrategicamente remetido para canto para o dito povo poder se colocar mesmo em frente do objecto e fotografar sob todos os ângulos possíveis e imaginários. Não sei se lá por virem do outro lado do planeta lhes confere estatuto de turista com carácter de excepção. Mas estou crente que eles assim o entendem.

Fui jantar dia 15 de Fevereiro a um restaurante na rue du Mont Thabor. Ao entrar nesta rua fiquei admirada por estar toda decorada com iluminações com motivos Chineses. Sabia que o ano novo Chinês seria dia 16 de Fevereiro, desconhecia era que os Franceses o celebravam. Ao jantar perguntei ao garçon se o bairro Chinês em Paris era lá próximo, estava intrigada com tanto festejo. O empregado do restaurante explicou-me muito claramente, os turistas Chineses são muito importantes para a cidade de Paris daí a atenção e cuidado com o Ano novo Chinês. Nesse restaurante ficámos numa sala, havia outra sala mais recolhida onde só estavam Chineses e bem o restaurante era bem Francês.

Versalhes para os Chineses deve ser o apogeu do requinte, clímax da sofisticação, o Nirvana do luxo, exemplo a seguir para demostrar ostentação e riqueza. Os Chineses passam-se com tanto dourado. Fiz o palácio a correr pois pensei que podia ser esmagada pela vaga vinda da Ásia. Só quando cheguei ao jardim pude ter ar e ter tranquilidade.

Eles não são ruidosos, nem agressivos, nem espalhafatosos, são é mesmo sinuosos. Vão ocupando o espaço por vários quadrantes e quando dás por ti estás lá atrás e tens a muralha da China à tua frente. Versalhes é um exemplo bem típico da importância dos Chineses para os Franceses, as placas de sinalética dentro do palácio estão também em Chinês.

A língua Chinesa aparece em vários sítios: nas placas com indicações na cidade, no metro o sistema informativo dá as informações oralmente em Chinês. E eu pergunto e os nossos emigrantes não serão importantes para os Franceses, só em Paris existem cerca de 910.000 Portugueses registados no consulado. E não existe nada com a nossa língua.

Temos que ter muita atenção onde andamos pois podemos pisar ou dar um encontrão a algum Chinês que se encontre a tirar selfies ou fotos em posições artísticas. No meio do nada surgem a tirar fotos. São os reis das fotos e das selfies mais elaboradas, mirabolantes que vi até hoje. É tudo estudado, nada é deixado ao acaso.

É curioso o facto de serem poucos os que visitam as Catedrais, igrejas, ou mesmo os Invalides. Talvez porque aqui não predominam as cores reluzentes e os tecidos lustrosos.

Mas na porta da Louis Vuitton ou da Chanel lá estão eles em fila para entrar.

Por favor, por amor de Deus. Numa loja onde o preço mais parcimonioso para uma carteira é superior a 2.000 euros vou colocar-me numa fila para entrar? Quanto muito vão-me buscar ao hotel de limousine. Suponho que daqui vem a expressão paciência de Chinês, aliada é certo com o poder económico que têm agora, mais a suposta liberdade que gozam e uma necessidade exagerada por artigos de franco luxo.

Numa dessas lojas de griffe estava eu a estudar a compra de uma carteira ou de uma écharpe pour moi com uma meia dúzia de Chinesas à minha volta. Por fim lá fiz a minha opção, enquanto pagava assisti a uma Chinesa que só tinha comprado 5 carteiras. Depois de pagar entregaram-lhe os sacos todos belamente acondicionados. Pois a boa da Chinesa mandou abrir os sacos para conferir as carteiras. Não sei se pensou que no meio da transacção lhe tinham trocado a mercadoria por artigos contrafeitos na China. Povo desconfiado.

Será que cada um deles vem a Paris para comprar o último modelo de uma carteira ou de outro objecto de luxo para depois fazerem cópias em uma qualquer fábrica deprimente utilizando mão-de-obra infantil e assim obtém o retorno do dinheiro gasto no absurdo do preço destes produtos na loja. Não sei, mas achei tudo isto tão estranho, tudo tão desmesurado.

O garçon do restaurante tinha razão os Chineses são mesmo importantes para a cidade de Paris. Devem deixar milhares de euros diariamente em compras, e nos serviços que utilizam.

A Europa está subjugada aos países emergentes, que se regem por regras e princípios que não são os nossos. A Europa quer é dinheiro para manter o seu estilo de vida esquecendo que para o manter perde a propriedade pelo seu país. Quantos Parisienses sentiram a cidade como sua?

Nós por cá vendemos vistos gold e património, vendemos empresas estratégicas e pilares da nossa autonomia, vendemos imobiliário aos Chineses. Não damos por eles porque em Portugal ainda não andam aos magotes.

Curioso é sermos umas das poucas cidades que não têm uma China town, em boa verdade nós nem sabemos onde vivem os que cá residem, se no bairro multi cultural da Almirante Reis ao Martim Moniz ou noutro lado qualquer. Na zona do Martim Moniz principalmente, assim como um pouco em toda a Lisboa vê-se cartazes nas janelas das lojas ou apartamentos com caracteres chineses. Para alugar, para vender eu sei lá com o quê pois não sei Cantonês nem Mandarim.

Vamos continuar a vender aos Chineses o nosso país e a comprar baratinho e tudo feito de plástico bem tóxico com a identificação MADE IN CHINA. Um dia destes acordamos com os Chineses a tomar conta de tudo e és colocado no patamar inferior da hierarquia social do teu país, esmagado por toda uma civilização que não é a tua. Quando eles precisarem vão tomar conta da Europa e nós nem nos apercebemos como tudo isso aconteceu. Mas uma certeza tenho, é que foi executado de uma forma estratégica, silenciosa, discreta e bastante sinuosa.

2 comentários

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    Beia Folques 23.02.2018 14:53

    Suponho que eles em Portugal dominam um pouco de todas as áreas, desde a saúde, estão na TAP, águas, electricidade, etc.Um polvo de olhos em bico.
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