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Amelices e outros estados de alma

50 e´s ainda à procura do sentido da vida.

50 e´s ainda à procura do sentido da vida.

Amelices e outros estados de alma

18
Abr18

No Reino do porreiro pá.


Beia Folques

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Somos bombardeados por notícias com toda a sorte de má governação que reina neste país. Desde o escândalo do Hospital de S. João, listas de espera para especialidade com tempo médio aproximadamente de 3 anos em algumas regiões do país assim como exames como a mamografia e outros diagnósticos inexistentes também em alguns hospitais, escolas sem condições quer de infraestruturas ou falta de pessoal, má ou deficiente manutenção das linhas de comboio, supressões e atrasos de comboios ou mesmo no metro, a degradação da ponte sobre o Tejo, ambulâncias paradas por causa da cor (?), poluidores protegidos, temos a carga fiscal mais elevada desde 1995, etc, etc. Na maioria dos casos indicados resultado de não haver dinheiro embora a página da austeridade já tenha sido virada e agora vivemos tempos de alegre e franco crescimento económico garante o Ministro Centeno.

Pelo que observo não existe o mínimo respeito pelo cidadão comum, o eleitor o contribuinte. O dinheiro que pagamos em impostos directos ou não esfuma-se nos gabinetes da Assembleia da República. Não são geridos com o fim derradeiro da coisa pública. O erário público ou tesouro público não é gasto no bem público.

Ontem li esta afirmação do Ministro da Saúde “…  “boa saúde” do SNS depende de solidez das contas públicas” e pensei quando é que este milagre irá ocorrer, será certamente algo inesperado e inaudito as contas públicas sólidas. Era preciso termos políticos com outra formação, fibra e ambição. Não aquela cambada de ávidos, esfaimados de dinheiro fácil e de falso poder com que somos brindados. Coitado do Adalberto não me parece que vá ter na sua governação um SNS sadio e digno.

E mais uma vez repito ou escrevo que a culpa não é dos nossos políticos e sim de todos nós cidadãos que não nos conseguimos articular a favor dos nossos direitos básicos, a favor da clareza e da transparência das contas públicas, a questionar a justiça que temos. Não conseguimos criar movimentos de cidadania que pressionem os nossos governantes de forma a tomarem decisões a favor do dito povo e não a pensar nas clientelas, nas negociatas, nos seus bolsos e futuros empregos. Movimentos que exijam respostas a tantas questões que as respostas não são evidentes, que denunciem práticas ilegítimas ou obscuras no meio da governação. Todas as práticas desonestas e fraudulentas tomadas pelos nossos governantes saem demasiado caras às nossas finanças e acabamos todos por estar ainda mais sufocados com a maldita carga fiscal.

O que ainda mais me incomoda e entristece é que minam a capacidade de me orgulhar de ser Portuguesa, estes políticos e toda esta política envergonha-me é tudo tão à país de 3º Mundo que me choca.

Ninguém é responsabilizado pelo empobrecimento da população, pelas condições de vida, pelo esforço exigido ao nosso povo. Enfim ninguém é responsabilizado pela gestão criminosa e danosa deste país. Um país que sofre, sujeita-se e cala com uma classe de políticos que para eles está tudo porreiro pá.

Até quando?

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