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Amelices e outros estados de alma

50 e´s ainda à procura do sentido da vida.

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Amelices e outros estados de alma

19
Dez17

O Menino Jesus e o Pai Natal


Beia Folques

pnatal.jpg

 

O meu filho mais velho vai fazer 25 anos, a minha filha mais nova tem 11 anos, nenhum dos dois ouviu da Mãe a frase brutal que o Pai Natal não existe.

A minha filha mais nova vive naquela dúvida será que existe ou não. Os amiguinhos já lhe devem ter dito que o Pai Natal não existe, mas a Mãe insiste que sim. Naquela idade o peso da sabedoria dos pais é imenso, embora já comece a contestar algumas das minhas afirmações. Neste particular eu sou irredutível, o Pai Natal existe e mai nada.

Eu fui criada entre o Pai Natal e o Menino Jesus que deixavam os presentes no sapatinho. Ainda hoje vivo o Natal com esse encanto. É uma data que tanto celebro os mistérios da nossa religião como a fantasia e a magia do dar. Adoro a expectativa do que o rechonchudo e corado Pai Natal vai deixar no sapatinho.

Nos meus filhos mais velhos reparo pelas suas carinhas que têm algum desconsolo de ter uma Mãe que insiste num Pai Natal. Acho que não me contrariam pois sabem que no dia que assumir que o Pai Natal não existe deixo eu de existir. O que mais agradeço é que nenhum deles diga à irmã mais nova que o Pai Natal pode não existir, é coisa da cabeça da mãe.

Faz parte de mim viver estes dias com muita alegria, adoro todo este frenesim. A árvore com fitas a enrolá-la, luzinhas a piscar, bolas brilhantes e bonecos a enfeitar e a estrela ao alto cintilante. O presépio lindo, cheio de figuras de barro bem coloridas, com riachos feito de fitas prateadas, tudo bem animado para ver o Deus Menino.

O Natal é a festa do nascimento do Menino Jesus, logo este existe e está bem presente nestes dias. Agora o Pai Natal é mais difícil explicar, um velhinho vestido de vermelho, pachorrento e generoso, que cabe numa chaminé. É lá, complicado!

Não desisto Dele, esta figura enternecedora que faz parte do meu Natal.  Toma mesmo um lugar de destaque nesta quadra, sem Ele não há Natal. Podem achar que sou uma consumista nata, mas neste caso estão errados. Sou é uma generosa extravagante adoro o dar, o presentear. E o Pai Natal traduz isto. O que existe dentro de nós de generoso, de mimar um pouco, de querer agradar, de querer chegar aqueles que tanto amamos, que nos são tão queridos. Porque dar um presente é mais do que ir ás compras e pronto está feito. Temos que dedicar tempo a essa tarefa, temos que dar um pouco de nós nessa escolha, o nosso tempo é tempo dedicado ao outro, usamos a nossa imaginação a pensar no que o outro gosta, aprecia, tem interesse. Um presente tem o nosso amor, a nossa percepção da pessoa a presentear, o cunho da nossa criatividade.  É essa a missão do Pai Natal e todos nós temos que a cumprir, por isso Ele existe e mai nada.

pai natal1.jpg

 

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