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Amelices e outros estados de alma

50 e´s ainda à procura do sentido da vida.

50 e´s ainda à procura do sentido da vida.

Amelices e outros estados de alma

08
Nov17

Twilight Zone ou Portugal bipolar


Beia Folques

twilight_zone.jpg

Não sei se é uma acção concertada dos nossos governantes para nos levarem à loucura ou se é mesmo uma avalanche de coincidências que nos deixam estupefactos, siderados ou mesmo atónitos.

Temos parangonas para Inglês ver como Lisboa Capital da Tecnologia, Lisboa cosmopolita e na vanguarda, depois a miséria do costume. As dívidas, o Portugal real na chafurdice como os esgotos em Famalicão, os utentes dos públicos a desesperarem, os velórios interrompidos pela PSP devido à inexistente coordenação entre as diversas entidades. Ou mesmo o utente do SNS sem saber qual é a infecção que vai contrair após ida ao hospital.

Nesta semana as notícias dividem-se entre o país das maravilhas do Web Summit, onde os nossos “lideres” brilham e colocam-se em bicos de pés a exortar o fantástico de Portugal e acontecimentos como:

1. Hospital  Francisco Xavier, legionella 38 infectados, 2 vítimas mortais

2. "Água com sangue" jorra dos esgotos em Famalicão. Moradores chocados com o mau cheiro

3. Onde o respeito pelas vitímas criadas pelo nosso sistema de saúde não é garantido, nem depois de mortas. PSP recolhe corpos de vítimas de surto de legionella durante velórios

4. A dívida aos fornecedores do Serviço Nacional de Saúde (SNS) já é superior a mil milhões de euros

5. O metro de Lisboa mais uma vez com um desempenho deficiente no Web Summit. Deixando os utentes, o cidadão comum a exasperar.

6. Médicos de todo o país estão hoje em greve

   

 Interrogo-me será que estou a viver numa espécie de Twilight Zone, onde mundos distintos se cruzam por instantes, um sofisticado e evoluído outro atrasado e pobre.

 

PS- e ainda hoje é quarta-feira.

18
Out17

Não fico no sofá.


Beia Folques

manif3.jpg

Conseguiram que eu fosse a uma manif, eu que nunca tinha alinhado em nenhuma. Os meus actos de cidadania resumem-se a ajudar alguma organização que me peça colaboração, ir votar, ser civilizada, pagar os meus impostos e manter-me minimamente informada do que me rodeia. Enfim sou muito fraca em termos de intervenção cívica. Já tinha feito aqui no meu blog o meu Mea Culpa num texto  (Eu cidadã acuso-me ...) quando aconteceu a tragédia de Pedrogão. Aceito e assumo que me atirem á cara que parte da culpa reside em nós, povo manso, conformado e resignado, que não se faz ouvir.

Quando apareceu a convocatória nas redes sociais que iria haver uma manifestação de homenagem às vítimas, em defesa do nosso património florestal, do nosso interior disse a mim mesma está na hora de te juntares ao teu povo. Vai ser mais uma voz de um Portugal esquecido, enlutado e sofrido.

Apesar da maioria das pessoas que me rodeiam dizer que era um disparate, que não vale a pena, tudo fica na mesma. Para mim não. O que aconteceu é demasiado grave para não tomar posição física no meu protesto, no meu apoio ao meu povo, a minha solidariedade embora débil tem que acontecer. Reorganizei a minha vida, pois não sou sozinha tenho família que depende de mim. E fui.

Ainda bem que fui. Tive a oportunidade de ver como o nosso povo é educado, cordato, é solidário, é voluntarioso e generoso. A noite estava chuvosa, a manif foi convocada no mesmo dia e mesmo assim a praça em frente do Palácio de Belém estava repleta de anónimos, familiares das vítimas que estavam ali para expressar a sua tristeza, o sentimento de abandono que o nosso povo foi remetido nestas tragédias, a injustiça a que foram submetidos. Estávamos lá para dar rosto às vítimas que não podiam lá estar, pelos mortos, feridos, despojados. Estávamos lá porque queremos um futuro sustentável. Estávamos lá para dizer que somos um todo.

Eu quero que isto nunca mais se repita, eu quero que o Governo cumpra para o que está mandatado e entre milhares de coisas está o essencial, o cerne da Governação, o povo. Eu quero que garantam as políticas de segurança pública, de proteção e socorro á população e ao nosso território. Essas premissas são sagradas.

A manifestação era feita por todo tipo de gente e de todas faixas etárias, embora o número de jovens entre os 20 e os 30 anos fosse bastante significativo.

Não houve expressão política na manifestação, isto é, não havia ninguém identificado como pertencente a alguma ala politica, não surgiram grupos nesse sentido. O que aconteceu é que no meio das palavras de ordem que se gritavam como acorda Portugal, vergonha, justiça ou mesmo vai de férias havia uns elementos que tentavam introduzir palavras mais fracturantes e radicais sem sucesso. A multidão não os seguiu, efectivamente os repudiou. Foi tudo feito com a máxima dignidade e cidadania.

Fizemos o nosso minuto de silêncio pelas vítimas na maior paz.

O hino foi cantado, é sempre uma forma de nos agregar, dar-nos identidade. Esta manifestação também é disso que trata não perder as raízes, não esquecer donde viemos, quem somos.

Sábado continuarei nesta missão. Juntar-me ao coro de vozes e fazer ouvir o povo.

Acorda Portugal o povo somos todos nós.

Somos um povo respeitoso, merecemos respeito.

Somos um povo digno, exigimos dignidade.

Basta, não somos piegas nem infantis somos Portugueses.

16
Out17

Vergonha Nacional


Beia Folques

bandeira-de-portugal-em-luto.jpg

Domingo, um calor sufocante que me tirou as forças para fazer alguma coisa fora de casa. Passei a tarde a ver filmes no sofá com a família. Ao fim do dia fui ao facebook e aí deparei-me com o horror que estava a acontecer em todo o país. Não queria acreditar, outra vez, novamente, o colapso das nossas forças de protecção, dos nossos governantes. A falta de acção para prevenir, a falta de resposta perante a desgraça.

Vi os telejornais, debates e directos na tv.

 O povo entregue a si próprio, sem meios e parcos apoios a salvar os seus bens. A loucura nas estradas e autoestradas onde o desespero faz com que tentem a viagem em contramão, as pessoas a tentar salvar as suas casas, os animais, o seu sustento, o seu negócio. A ajudar um familiar, o vizinho, o amigo. O desespero de não conseguir contactar com os seus. Os depoimentos de frustração e tristeza perante a catástrofe do povo. As imagens do esforço sobre-humano dos bombeiros, as imagens do seu desânimo e derrota perante o fogo. O choro em directo dos afectados que me oprime e humilha perante a minha total impotência.

As declarações ocas dos nossos governantes descabidas, vazias, repetitivas e sem efeito prático no terreno.

Desde Junho que ando indignada com o MAI, a sua inoperância, desarticulação, desorganização, ineficácia são gritantes, mesmo ensurdecedores. O MAI é o responsável pela execução das políticas de Segurança, Protecção e Socorro, o MAI falha completamente mais uma vez.

Que país é este? Não é o meu país de certeza. É um país onde o Estado deixou órfão o seu povo.

Deitei-me, já passava da uma da manhã com uma angústia e vergonha de ser Portuguesa infinita.

23
Mar17

Richard Gere, outro devaneio- Keep dreaming


Beia Folques

 

O meu Richie está em Portugal e foi visto na Fundação Champalimaud, li esta notícia na revista Sábado. Fiquei maravilhada como sou muito proactiva liguei a uma amiga que têm excelentes contactos na Fundação e questionei sobre esta notícia.

É verdade, ele está em Lisboa e vai à Fundação Champalimaud diariamente e é ainda mais giro e simpático do que parece nas revistas, garantiu-me ela. Não vos posso dizer o que vai lá fazer, pois é do seu foro pessoal e bem respeito a sua privacidade e a dos seus.

Finalmente, pensei eu, Aleluia a minha oportunidade de o ver ao vivo e a cores está mais próxima. O Richard Gere assim à distancia de uns míseros metros.

Pedi com jeitinho uma forma de me infiltrarem lá dentro de maneira a chegar a ele discretamente, sei lá de bata de profissional de saúde, vendedora de pastéis de Belém, a turista perdida nos corredores, arrumadora de carros no estacionamento, um simulacro de incendio ou terramoto e aparecer lá como equipa de intervenção, etc. Não aceitaram as minhas sugestões. Tive que ser mais incisiva e objectiva quero ver o meu “pretty man” e mai nada.  Bem acabaram por me avisar que o que me podia acontecer era chamarem os seguranças se eu aparecesse por lá e é muito feio ter que chegar a este fim. Depois a minha amiga que se deve achar muito disse-me que não facilitam a vida a “malucas como eu”. Não percebi, malucas como eu ????? Com amigas destas não preciso de inimigas.

ps- se alguém souber onde está hospedado digam por favor, vou tentar outro tipo de abordagem.

 

 

Richard Gere na Fundação Champalimaud

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