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Amelices e outros estados de alma

50 e´s ainda à procura do sentido da vida.

50 e´s ainda à procura do sentido da vida.

Amelices e outros estados de alma

11
Jan18

pedrinhas, pedras, pedregulhos, rochedos, meteoritos.


Amélia Folques

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Como encaramos uma contrariedade, um contratempo, um problema, um desfortúnio, uma fatalidade, uma catástrofe? Tudo tem um peso diferente, o impacto destes acontecimentos na nossa vida é desmesuradamente distinto conforme o grau de adversidade com o que nos defrontamos.

Temos de ter a calma e a sabedoria necessária para darmos a devida importância e catalogarmos devidamente o que temos pela frente. Sem dramatismos nem carregado de fado trágico vamos avaliar o desafio que a vida nos dá. E se a vida nos deu algo deve haver uma explicação cármica, religiosa, no destino, etc para o que temos de superar. Portanto nada que não possamos lidar com ...

Está em cheque a nossa capacidade de interpretação e resolução perante as variações menos agradáveis da vida.

 Vamos esvaziar a cabeça de todo a carga tóxica das palavras. Vamos afastar as imagens negativas que este problema inconscientemente nos coloca na cabeça. Vamos fazer o exercício de lembrar episódios da nossa vida ou de vidas que passaram por nós que se viram com situações semelhantes ou mesmo diferentes e de como ajuizaram a mesma. Vamos focar nos pontos positivos da nossa existência. Vamos abstrair-nos ouvindo aquela música, ver o mar, vamos preparar aquele prato que nos conforta. Vamos ver aquela fotografia que nos leva ao tempo em que a vida era leve e feliz. Vamos ignorar tudo que esteja naquela nuvem cinzenta que ensombra os nossos passos. Vamos ligar aquela pessoa que nos pode revitalizar, que está sempre lá para nós. Vamos lembrar do som daquela gargalhada, do doce e ternura daquele sorriso. Vamos buscar aquela memória de quando tudo era inconsequente e eterno. Vamos rezar aquela oração que apendemos em criança e pedir direcção Divina para mantermos a sanidade necessária e não cedermos ao pessimismo. Vamos acreditar em nós.

Nem tudo são meteoritos que vem com uma velocidade alucinante e causam uma cratera na Terra, com um estrondo enorme e aniquilando o que lá estava antes do impacto. Nem tudo serão certamente pequenas pedrinhas que incomodam no sapato. Está tudo na forma de como encaramos a vida e os seus desafios. A nossa capacidade de luta, de resistência, de sobrevivência fala mais alto. A nossa vontade de querer rir, brincar, amar, ver a vida a acontecer, conviver, enfim de viver com motivação, entusiasmo e propósito são o principal factor para darmos o tamanho certo, o peso correcto e a importância devida ao inesperado. 

Se encontrares um meteorito no teu caminho pega num martelo, numa picareta ou mesmo com uma marreta e transforma em pó, faz areia dele. O único problema é que será uma areia escura. Que interessa, já tomei banho em praias de areia preta que são tão maravilhosas como as de areia dourada e com a vantagem de a água do mar ser mais quente, é tão bom. Tudo tem um lado positivo.

Certamente tudo terá uma lógica ou um desígnio, caberá a nós interpretar isso de uma forma construtiva e positiva. Ou então não é para ter nenhuma mensagem, não tem nada de transcendente nem sublimar e sim são só pedrinhas, pedras, pedregulhos, rochedos, meteoritos que nos vão dar trabalho para os desfazer, transformar em areia, reduzi-los ao mais pequeno e inofensivo elemento. E a bem da verdade "Não há mal que sempre dure, nem bem que se não acabe", é a Vida.

05
Jul17

Love story-Marraquexe e Paris


Amélia Folques

bridge.jpg

 

Uma amiga ao dar-me conhecimento que tinha um problema de saúde confidenciou-me que não quer morrer sem ir a Marraquexe, é aquele destino mágico que sempre sonhou. Eu que sou uma mulher prática e de projectos garanti-lhe que logo que ela esteja melhor vamos visitar Marraquexe, até vamos ao deserto uma noite e sentir a vastidão do mesmo e a imensidão da noite salpicadas pelas estrelas, também tenho esse sonho para viver.

Veio-me à lembrança o filme “Love Story” quando Ali MacGrawn sabe que está muito doente e diz ao Ryan O’Neal que nunca realizou o sonho de ir a Paris.

Li o livro e vi o filme deveria ter uns 17 anos, e decidi aí que eu também tinha que ir a Paris. Seria aquela viagem fascinante, maravilhosa, de sonho. Mas no meu caso é mais complicado pois tenho a ideia absurda desde adolescente que visitar Paris pela primeira vez tem que ser uma coisa para enamorados, amantes. É o destino que não se faz em grupo pela primeira vez. É algo para ser intimo, cúmplice, romântico, não quero desprestigiar a “Cidade das Luzes” ou a “Cidade do Amor", com fanfarronices e excursões ruidosas. Tenho esta fantasia romântica e idiota que Paris é só para os apaixonados. Namorei, casei e Paris foi sempre adiado.

Com a lembrança de uma miúda de 17 anos que sonhava em ir a Paris com o amor da vida dela e com tanto que tenho presenciado nesta vida. Tantas vidas traídas e sofridas com os sonhos diferidos, alguns nunca realizados que tomei a decisão primeiro é ir a Marraquexe depois vou cumprir Paris.

É urgente realizar este desejo, sozinha ou acompanhada. Tenho consciência que posso dar um voto de confiança a mim mesma e ir sozinha pois de certeza vou-me divertir bastante e assim não maço ninguém. Sou do tipo de pessoa que faz muito boa companhia a ela própria. Se eu não me mimar, se eu não gostar de mim quem gostará?

03
Jul17

Passado/ Presente/ Futuro


Amélia Folques

atitudes-do-presente-podem-alterar-o-futuro.jpeg

Assisti a um “talk show” com o Brad Pitt na tv, para meu imenso espanto foi muito interessante. No meio das perguntas e respostas o actor colocou a seguinte questão ao entrevistador:

- Se tivesse acesso a uma máquina do tempo em que direcção se dirigia. Iria revisitar o passado ou visitar o futuro?

Fiquei a matutar nesta questão. É fundamental saber qual a direcção que queremos tomar, para saber o que queremos.O que é que eu escolheria?

Era fantástico ir ao passado, mas só sabendo o que sei hoje, agora. E corrigir, amar mais e melhor, aproveitar, usufruir, desculpar. Ter uma segunda vez para que os erros, omissões, negligencias que cometi fossem sanadas ou que pudesse evitar as que fui vitima.

Seria bom ir ao futuro e saber o que me reserva, e assim alinhar a minha vida, fazer o balanço do que andei a construir até agora, evitar erros, descuidos. Poder colocar em perspectiva as minhas ambições, objectivos e desejos. Para não haver arrependimentos, perdas desnecessárias, decisões desastrosas, mágoas.

Ando desde esse dia a pensar qual seria a minha prioridade, passado ou futuro…

Optei pelo presente.

 O passado foi o resultado das minhas decisões e das circunstâncias. Decisões que tomei tendo em conta a experiência, a idade, os outros, a minha percepção dos acontecimentos naquele momento, por vezes instantes. Mas era a realidade com que me defrontei. Tenho a paz de saber que todas as minhas resoluções foram sempre tomadas por amor ou falta dele.

O futuro deixo-o sossegado, quero ter a ilusão que quando lá chegar saber que não fiz “batota”. Quero ter a alegria de quando acontecer ter a consciência que foi construído de uma forma equilibrada, justa, sábia e amorosa. Quero estar rodeada por todos aqueles que me são tão queridos e caros, um futuro sustentado e harmonioso, com alguns sonhos realizados.

Quero o presente para investir no futuro, aprender com o passado com tudo que foi bom e menos bom. Quero o presente para conciliar-me com o passado e criar bases para um futuro tranquilo. Reconhecendo os erros e enganos do que foi a minha experiência até agora, e sobretudo valorizando tudo de bom que o passado me deu tão generosamente e assim o futuro surgirá em paz e radioso. Quero o presente para que este não seja vivido em vão.

E como todas as minhas decisões são tomadas pelo coração espero que ele não me traia.

Sou grata pela facto de viver o presente e que este seja o agora e uma ponte. E que nunca no futuro diga agora é tarde….

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