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Amelices e outros estados de alma

50 e´s ainda à procura do sentido da vida.

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Amelices e outros estados de alma

16
Out17

Vergonha Nacional


Amélia Folques

bandeira-de-portugal-em-luto.jpg

Domingo, um calor sufocante que me tirou as forças para fazer alguma coisa fora de casa. Passei a tarde a ver filmes no sofá com a família. Ao fim do dia fui ao facebook e aí deparei-me com o horror que estava a acontecer em todo o país. Não queria acreditar, outra vez, novamente, o colapso das nossas forças de protecção, dos nossos governantes. A falta de acção para prevenir, a falta de resposta perante a desgraça.

Vi os telejornais, debates e directos na tv.

 O povo entregue a si próprio, sem meios e parcos apoios a salvar os seus bens. A loucura nas estradas e autoestradas onde o desespero faz com que tentem a viagem em contramão, as pessoas a tentar salvar as suas casas, os animais, o seu sustento, o seu negócio. A ajudar um familiar, o vizinho, o amigo. O desespero de não conseguir contactar com os seus. Os depoimentos de frustração e tristeza perante a catástrofe do povo. As imagens do esforço sobre-humano dos bombeiros, as imagens do seu desânimo e derrota perante o fogo. O choro em directo dos afectados que me oprime e humilha perante a minha total impotência.

As declarações ocas dos nossos governantes descabidas, vazias, repetitivas e sem efeito prático no terreno.

Desde Junho que ando indignada com o MAI, a sua inoperância, desarticulação, desorganização, ineficácia são gritantes, mesmo ensurdecedores. O MAI é o responsável pela execução das políticas de Segurança, Protecção e Socorro, o MAI falha completamente mais uma vez.

Que país é este? Não é o meu país de certeza. É um país onde o Estado deixou órfão o seu povo.

Deitei-me, já passava da uma da manhã com uma angústia e vergonha de ser Portuguesa infinita.

3 comentários

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    Amélia Folques 17.10.2017 13:22

    O impensável aconteceu,
    O país novamente cobriu-se de breu.

    Transformado num gigantesco crematório.
    Um povo entregue a si próprio,
    Mortificado, impotente, infeliz e inglório.

    Num Estado que o levou ao inferno,
    Impune, desorientado, incapaz e ineficaz que é o governo.

    O cenário montado para o horror.
    O povo na sua dor com um poder traidor.
    A mão criminosa do incendiário ou a ausência de Estado são o nosso maior terror.

    As férias, respirar, família, amigos, o sol e a lua deixaram de fazer sentido para quem morreu,
    As desculpas, os lamentos e as medidas futuras não chegam para quem tudo viveu e perdeu…

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    cheia 17.10.2017 21:34

    Não há nada que consiga fazer esquecer, tão grande dor!
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